Lá vou eu pra Las Vegas de novo! Na semana seguinte é a vez de San Diego, de novo! Tudo ótimo. Não estou reclamando. Só acho engraçado porque tenho ido com muita frequência.
Brinco que vou virar guia turística! Mas nem conheço tanto assim. Com Las Vegas sou preconceituosa e digo que não existe nada além dos cassinos, da jogatina, do sexo explícito e da bebedeira.
Em San Diego consigo respirar melhor. Ares tranquilos, leves e alegres. De Pacific Beach ao Gaslamp Quarter, a cidade é toda divertida. O zoológico é imperdível, e olha que não sou lá muito fã!
O Grand Canyon está aqui do lado e também é roteiro certo toda vez que recebo visitas. Não me canso de ficar horas admirando aquele buraco, como alguns aqui chamam. É simplesmente majestoso!
Ainda tenho tanto pra conhecer. Nunca fui a Europa e tenho um sonho louco de ir a Praga. Mas outro dia estive em São Francisco e, de novo, me encantei com a cidade! Apaixonante sempre!! Inspiradora. A cada canto, uma surpresa. "I left my heart in San Francisco"... há muitos anos e fico feliz de ter voltado, agora sim recuperei o meu coração! Ou deixei lá de vez!
Passando aqui pelo Arizona pra me visitar, não deixe de ir ao Grand Canyon, Las Vegas, San Diego e a São Francisco!! Precisando de alguém pra carregar as malas, estou as ordens!
Tuesday, November 10, 2009
Wednesday, November 4, 2009
Ladrões de malas
O que foi que aconteceu com aquele papelzinho que as empresas aéreas davam quando as malas eram despachadas? Virou artigo de luxo desnecessário né?!! Ninguém mais checa se você tem ou não o ticket da sua bagagem.
Essa falta de fiscalização facilitou a vida de um casal de ladrões que roubava malas no aeroporto internacional Sky Harbor, aqui em Phoenix. Foram encontradas mais de 1.000 malas roubadas na casa dos cidadãos.
A polícia pede a passageiros que não consigam localizar suas malas nas empreas aéreas, liguem para 1-602-262-6151, talvez sua mala esteja entre as roubadas.
Essa falta de fiscalização facilitou a vida de um casal de ladrões que roubava malas no aeroporto internacional Sky Harbor, aqui em Phoenix. Foram encontradas mais de 1.000 malas roubadas na casa dos cidadãos.
A polícia pede a passageiros que não consigam localizar suas malas nas empreas aéreas, liguem para 1-602-262-6151, talvez sua mala esteja entre as roubadas.
Thursday, October 29, 2009
Tombo à americana
O que fazer quando o ex-empregador não paga? Como pra tudo tem uma primeira vez, aqui vou eu perdendo a virgindade no Arizona. É mole não!
O cidadão para quem eu trabalhei por pouco menos de dois meses, não me paga. Tem me enrolado e a cada semana tem uma desculpa. Bem, pelo menos agora tenho mais certeza ainda que estava certa ao pedir demissão.
Estou extremamente aborrecida, tudo indica que levei um belo de um tombo. Por essa eu não esperava! Afinal, trabalho por dinheiro!
O cidadão para quem eu trabalhei por pouco menos de dois meses, não me paga. Tem me enrolado e a cada semana tem uma desculpa. Bem, pelo menos agora tenho mais certeza ainda que estava certa ao pedir demissão.
Estou extremamente aborrecida, tudo indica que levei um belo de um tombo. Por essa eu não esperava! Afinal, trabalho por dinheiro!
Monday, October 5, 2009
Papo sério
Violência doméstica. Quando esse horror vai acabar? Na lista dos dez estados americanos com maiores índices de mulheres vítimas de homicídios, está o Arizona, onde moro pela segunda vez.
Lousiana, Alaska, Wyoming, Arkansas, Nevada, Alabama, Novo México, Carolina do Sul e Oklahoma são os primeiros colocados, nesta ordem. Em comum, esses estados tem as menores taxas de renda média por família e de nível de escolaridade.
Uma pesquisa conduzida pela ASU - Arizona State University -, aponta os casos de violência doméstica como os mais comuns nas chamadas do 911, o sistema de emergência americano conjunto, de para-médicos, bombeiros e polícia.
Ainda me lembro de um episódio que eu presenciei há 20 anos. Na piscina do prédio, um casal discutia e o tom só aumentava, lá pelas tantas a mulher levantou como se fosse embora e o homem também ficou em pé encarando a mulher, meio segundo de bate-boca e ele simplesmente esmurrou a mulher, que caiu no chão e ainda ganhou um ou dois chutes.
Eu estava com o meu filho, na época com dois anos. Baixei os olhos, tive medo, cobri os olhos do meu filho e comecei a chorar. A minha raiva queria pular no pescoço do cidadão e espancá-lo. Devagar e em silêncio juntei as nossas coisas pra sair dali o mais rápido possível. O tumulto já tinha sido formado e eu ouvia a sirene da polícia. Aqui mesmo, em Phoenix, há 20 anos!
Lousiana, Alaska, Wyoming, Arkansas, Nevada, Alabama, Novo México, Carolina do Sul e Oklahoma são os primeiros colocados, nesta ordem. Em comum, esses estados tem as menores taxas de renda média por família e de nível de escolaridade.
Uma pesquisa conduzida pela ASU - Arizona State University -, aponta os casos de violência doméstica como os mais comuns nas chamadas do 911, o sistema de emergência americano conjunto, de para-médicos, bombeiros e polícia.
Ainda me lembro de um episódio que eu presenciei há 20 anos. Na piscina do prédio, um casal discutia e o tom só aumentava, lá pelas tantas a mulher levantou como se fosse embora e o homem também ficou em pé encarando a mulher, meio segundo de bate-boca e ele simplesmente esmurrou a mulher, que caiu no chão e ainda ganhou um ou dois chutes.
Eu estava com o meu filho, na época com dois anos. Baixei os olhos, tive medo, cobri os olhos do meu filho e comecei a chorar. A minha raiva queria pular no pescoço do cidadão e espancá-lo. Devagar e em silêncio juntei as nossas coisas pra sair dali o mais rápido possível. O tumulto já tinha sido formado e eu ouvia a sirene da polícia. Aqui mesmo, em Phoenix, há 20 anos!
Friday, October 2, 2009
Olimpíadas 2016
Me peguei nervosa, ansiosa, roendo as unhas, tentando assistir pelo computador a votação do Comitê Olímpico. Valeu!
Chicago era mais perto pra mim e eu não conheço ainda. Entretanto, me sinto honrada e feliz pelo Rio de Janeiro.
Se unido o país ganhou a oportunidade de sediar os jogos olímpicos, deve agora, unido, trabalhar muito para que toda a infraestrutura necessária esteja pronta.
Parabéns Brasil!
Chicago era mais perto pra mim e eu não conheço ainda. Entretanto, me sinto honrada e feliz pelo Rio de Janeiro.
Se unido o país ganhou a oportunidade de sediar os jogos olímpicos, deve agora, unido, trabalhar muito para que toda a infraestrutura necessária esteja pronta.
Parabéns Brasil!
Wednesday, September 30, 2009
Túnel do tempo
A partir de hoje é legalmente permitido entrar armado em bares e restaurantes no estado do Arizona. Aqui bebemos, dirigimos e puxamos o gatilho. Mas não é só. Permite-se também "ameaçar" o próximo com uma arma sem que seja considerado uma ameaça ou intimidação.
Para alguns, evolução não existe. Algumas coisas nunca mudam mesmo, então para que avançar, certo? No Arizona voltar no tempo é o que faz sentido. Uma vez o Velho Oeste, sempre o Velho Oeste.
A lei que entra em vigor nesta quarta-feira permite que pessoas, com autorização para portar armas sem que esteja a vista, possam frenquentar bares e restaurantes. Boa notícia! Claro, porque afinal de contas precisamos mesmo dos nossos revólveres e espingardas em bares e restaurantes. Além do que, nada a temer com a boa mistura de álcool e armas. A lei é específica: "os que estiverem portanto armas não podem beber". Sim. Do mesmo jeito que as pessoas não bebem e dirigem e não existem acidentes de carro por embriaguez.
Mas o privilégio não é só nosso, moradores do Arizona. Uma lei semelhante foi aprovada em julho no estado do Tennessee. E, segundo a Associação Nacional do Rifle, organização pró-armas, já são 41 os estados americanos que permitem armas em locais onde é servida bebida alcoólica.
É uma vergonha que percamos a oportunidade de investir o nosso bom senso e tempo a serviço da paz. Estamos cada vez mais criando animosidade e medo. Este constante estado de guerra tem de acabar. E tem de acabar no mundo, nas nossas cidades, nos bares e restaurantes.
Para alguns, evolução não existe. Algumas coisas nunca mudam mesmo, então para que avançar, certo? No Arizona voltar no tempo é o que faz sentido. Uma vez o Velho Oeste, sempre o Velho Oeste.
A lei que entra em vigor nesta quarta-feira permite que pessoas, com autorização para portar armas sem que esteja a vista, possam frenquentar bares e restaurantes. Boa notícia! Claro, porque afinal de contas precisamos mesmo dos nossos revólveres e espingardas em bares e restaurantes. Além do que, nada a temer com a boa mistura de álcool e armas. A lei é específica: "os que estiverem portanto armas não podem beber". Sim. Do mesmo jeito que as pessoas não bebem e dirigem e não existem acidentes de carro por embriaguez.
Mas o privilégio não é só nosso, moradores do Arizona. Uma lei semelhante foi aprovada em julho no estado do Tennessee. E, segundo a Associação Nacional do Rifle, organização pró-armas, já são 41 os estados americanos que permitem armas em locais onde é servida bebida alcoólica.
É uma vergonha que percamos a oportunidade de investir o nosso bom senso e tempo a serviço da paz. Estamos cada vez mais criando animosidade e medo. Este constante estado de guerra tem de acabar. E tem de acabar no mundo, nas nossas cidades, nos bares e restaurantes.
Thursday, September 24, 2009
Afeganistão
Sério mesmo, não suporto mais ouvir o noticiário americano.
Dia após dia tudo o que se vê e ouve é sobre o aumento ou não de tropas americanas no Afeganistão.
O umbigo americano está localizado no oriente médio e ninguém reparou!
Dia após dia tudo o que se vê e ouve é sobre o aumento ou não de tropas americanas no Afeganistão.
O umbigo americano está localizado no oriente médio e ninguém reparou!
Sunday, September 20, 2009
Almoço de domingo
E lá fomos nós comemorar! A idéia era almoçar fora. Sabe o almoço de domingo? Era o que eu queria.
Recriar momentos em outro país, de outra cultura, pode ser extremamente difícil, no meu caso, impossível. Esquece. Nem mesmo a churrascaria Fogo de Chão, uma cadeia brasileira, abre aos domingos para o almoço aqui no Arizona.
Planos por água a baixo a única esperança agora é a esperada família, que deve vir em novembro e dezembro.
Existem coisas maravilhosas aqui no Arizona, aqui nos Estados Unidos. Sei disso, reconheço, gosto e admiro. Acontece que sinto falta de ir a um restaurante aos domingos pra almoçar, comer devagar e apreciar o dia como se não houvesse fim.
O fato é que morro de saudades do Brasil. Simples assim!
Recriar momentos em outro país, de outra cultura, pode ser extremamente difícil, no meu caso, impossível. Esquece. Nem mesmo a churrascaria Fogo de Chão, uma cadeia brasileira, abre aos domingos para o almoço aqui no Arizona.
Planos por água a baixo a única esperança agora é a esperada família, que deve vir em novembro e dezembro.
Existem coisas maravilhosas aqui no Arizona, aqui nos Estados Unidos. Sei disso, reconheço, gosto e admiro. Acontece que sinto falta de ir a um restaurante aos domingos pra almoçar, comer devagar e apreciar o dia como se não houvesse fim.
O fato é que morro de saudades do Brasil. Simples assim!
Friday, September 18, 2009
Pontes
Antes de mudar para os Estados Unidos tive várias conversas com amigos, clientes, chefes, familiares. Ainda lembro de cada uma delas, mas uma em particular me cutuca o tempo todo. A da ponte.
Mesmo mudando de mala e cuia para o Arizona para me casar, eu deveria, a todo custo, manter a conexão com as pessoas do meu país, com o meu universo profissional, a minha rede de contatos.
E assim eu tenho feito. Busco a todo instante me manter conectada ao Brasil. De uma forma ou de outra, naturalmente e sem esforço. Não tomo a iniciativa visando qualquer outra coisa que não o meu mais profundo prazer em manter as raízes. Sou brasileira e me sinto honrada de ter nascido e vivido naquele país. É o que faz de mim quem eu sou. É o que eu sou, brasileira!
Daí, hoje, quando eu pedia demissão de um trabalho que não me interessa mais, o chefe, americano, aborrecido provavelmente, diz que o motivo pelo qual eu não me sentia satisfeita ou identificada com o trabalho era porque eu não havia abandonado o meu país e as minhas paixões.
Oras, será mesmo preciso abandonar o Brasil e os meus interesses para trabalhar nos Estados Unidos? Me recuso a acreditar que sim. Aliás, comentário medíocre do meu ex-chefe. Eu simplesmente não suportava mais trabalhar com ele e ponto! Além disso, tenho outro emprego!
O que muitos americanos ainda precisam aprender é que não importa se moramos nos Estados Unidos, cada um de nós, imigrantes, carregamos conosco o nosso país, a nossa cultura e as nossas paixões. E essa bagagem deve ser vista como algo extremamente valioso. Os inteligentes assim percebem. É o que alguns chamam de globalização.
Mesmo mudando de mala e cuia para o Arizona para me casar, eu deveria, a todo custo, manter a conexão com as pessoas do meu país, com o meu universo profissional, a minha rede de contatos.
E assim eu tenho feito. Busco a todo instante me manter conectada ao Brasil. De uma forma ou de outra, naturalmente e sem esforço. Não tomo a iniciativa visando qualquer outra coisa que não o meu mais profundo prazer em manter as raízes. Sou brasileira e me sinto honrada de ter nascido e vivido naquele país. É o que faz de mim quem eu sou. É o que eu sou, brasileira!
Daí, hoje, quando eu pedia demissão de um trabalho que não me interessa mais, o chefe, americano, aborrecido provavelmente, diz que o motivo pelo qual eu não me sentia satisfeita ou identificada com o trabalho era porque eu não havia abandonado o meu país e as minhas paixões.
Oras, será mesmo preciso abandonar o Brasil e os meus interesses para trabalhar nos Estados Unidos? Me recuso a acreditar que sim. Aliás, comentário medíocre do meu ex-chefe. Eu simplesmente não suportava mais trabalhar com ele e ponto! Além disso, tenho outro emprego!
O que muitos americanos ainda precisam aprender é que não importa se moramos nos Estados Unidos, cada um de nós, imigrantes, carregamos conosco o nosso país, a nossa cultura e as nossas paixões. E essa bagagem deve ser vista como algo extremamente valioso. Os inteligentes assim percebem. É o que alguns chamam de globalização.
Sunday, September 13, 2009
Futebol americano
Quase dois anos depois e eu ainda não consigo apreciar a paixão nacional. Quer dizer, uma delas. O futebol americano, como conhecemos, é só no que esse povo fala.
E se vocês acham que é só a liga nacional, bem-vindos ao meu mundo. Tem muito mais! É futebol americano das universidades e das escolas também. É futebol americano de manhã, de tarde e de noite. Da escola, do estado e do país.
Fica fácil entender. Logo cedo, nas escolas, o esporte ganha um tom grandioso. Os campeonatos são televisionados, alguns em todo o país e é ali que a carreira milionária de um jogador profissional começa a se desenhar. Além da natural vontade de jogar, o atleta sente rapidamente o gosto da fama e do poder.
Outro dia meu marido comentava sobre a indústria do futebol americano das universidades, que concede a bolsa de estudos ao jogadores e faz fortunas a cada jogo sem dividir qualquer lucro com os atletas.
O que mais me chamou a atenção foi o intervalo no jogo para comercial de televisão. Isso mesmo. Existem intervalos durante os jogos destinados exclusivamente para as propagandas. Se você estiver no campo ouvirá o anúncio do intervalo e, em casa, entra no ar o comercial.
Pra mim, as calças justas são engraçadas, as pancadas são violentas e o jogo, muito demorado.
E se vocês acham que é só a liga nacional, bem-vindos ao meu mundo. Tem muito mais! É futebol americano das universidades e das escolas também. É futebol americano de manhã, de tarde e de noite. Da escola, do estado e do país.
Fica fácil entender. Logo cedo, nas escolas, o esporte ganha um tom grandioso. Os campeonatos são televisionados, alguns em todo o país e é ali que a carreira milionária de um jogador profissional começa a se desenhar. Além da natural vontade de jogar, o atleta sente rapidamente o gosto da fama e do poder.
Outro dia meu marido comentava sobre a indústria do futebol americano das universidades, que concede a bolsa de estudos ao jogadores e faz fortunas a cada jogo sem dividir qualquer lucro com os atletas.
O que mais me chamou a atenção foi o intervalo no jogo para comercial de televisão. Isso mesmo. Existem intervalos durante os jogos destinados exclusivamente para as propagandas. Se você estiver no campo ouvirá o anúncio do intervalo e, em casa, entra no ar o comercial.
Pra mim, as calças justas são engraçadas, as pancadas são violentas e o jogo, muito demorado.
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