O mico do boliche

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Se fosse guerra, eu teria me rendido. Foi feio. Vergonhoso! Mas, muito, muito divertido.

Uns quase 100 profissionais de comunicação, cerveja e pinos de boliche a frente. Diversão garantida. Eu não jogava há séculos e, não bastasse ser a única estrangeira, mais acertei a canaleta que os pinos!

O mico só valeu a pena porque a causa era boa. O jogo foi organizado para ajudar uma creche aqui de Phoenix e me inspirou a voltar às pistas do boliche!

Semana que vem vamos fazer um torneio em família!! Esse vai ser bom!!!

Portuguese x English

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The idea is to write to those who are back in Brazil, that is why it is in Portuguese.

A little bit of politics, whatever news, personal life, social life, whenever I have one! Just a few observations of a Brazilian living in the US, in Arizona, which includes writing about Sheriff Joe Arpaio and not so ordinary people on the park.

You are welcome to translate, even though I have doubts if it is really a good idea since it does not translate the cultural meaning behind a word. Better yet, come with me, meet the language, the country, the people and the culture of Brazil!

Adeus Ano Velho

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O ano começou com o presidente Obama prometendo e encerra não cumprindo. Nobel da Paz aumenta tropas no Afeganistão. Lá se vão dois anos do lado de cá! Legalizada. Despatriada. Saudosa. Twittando, porque agora virou verbo. Engordei, emagreci, engordei de novo! Chorei, sorri e emoções eu vivi. Falei demais, briguei, xinguei e pedi perdão. Desempregada, empregada, cadê a grana? Fui a Las Vegas e a San Diego 107 vezes! Descobri que um Português descobriu a Califórnia! Recebi visitas do Brasil, amigos e parentes, gente feliz e contente. Fui e voltei. Novos personagens fazem parte da minha revistinha. Meu pé de tomate morreu. A beringela não cresceu, a cebolinha e o pimentão estão lindos. O verão foi de lascar e ainda bem que até a primavera chegar, o sol não vai me matar. A árvore está comprada e os presentes embrulhados, mas este Natal vai ser diferente, vou aprender a ser gente.

Gente de paz, gente de amor, gente divertida, gente boa, gente de abraço e de beijo, gente amiga, gente sexo, de muito sexo, gente tranquila e sorridente, gente esperta, gente quieta, gente alegre, gente paciente...porque os 41 anos completados ainda não foram suficientes.

É, 2010 promete!

Do Grand Canyon a São Francisco

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Lá vou eu pra Las Vegas de novo! Na semana seguinte é a vez de San Diego, de novo! Tudo ótimo. Não estou reclamando. Só acho engraçado porque tenho ido com muita frequência.

Brinco que vou virar guia turística! Mas nem conheço tanto assim. Com Las Vegas sou preconceituosa e digo que não existe nada além dos cassinos, da jogatina, do sexo explícito e da bebedeira.

Em San Diego consigo respirar melhor. Ares tranquilos, leves e alegres. De Pacific Beach ao Gaslamp Quarter, a cidade é toda divertida. O zoológico é imperdível, e olha que não sou lá muito fã!

O Grand Canyon está aqui do lado e também é roteiro certo toda vez que recebo visitas. Não me canso de ficar horas admirando aquele buraco, como alguns aqui chamam. É simplesmente majestoso!

Ainda tenho tanto pra conhecer. Nunca fui a Europa e tenho um sonho louco de ir a Praga. Mas outro dia estive em São Francisco e, de novo, me encantei com a cidade! Apaixonante sempre!! Inspiradora. A cada canto, uma surpresa. "I left my heart in San Francisco"... há muitos anos e fico feliz de ter voltado, agora sim recuperei o meu coração! Ou deixei lá de vez!

Passando aqui pelo Arizona pra me visitar, não deixe de ir ao Grand Canyon, Las Vegas, San Diego e a São Francisco!! Precisando de alguém pra carregar as malas, estou as ordens!

Ladrões de malas

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O que foi que aconteceu com aquele papelzinho que as empresas aéreas davam quando as malas eram despachadas? Virou artigo de luxo desnecessário né?!! Ninguém mais checa se você tem ou não o ticket da sua bagagem.

Essa falta de fiscalização facilitou a vida de um casal de ladrões que roubava malas no aeroporto internacional Sky Harbor, aqui em Phoenix. Foram encontradas mais de 1.000 malas roubadas na casa dos cidadãos.

A polícia pede a passageiros que não consigam localizar suas malas nas empreas aéreas, liguem para 1-602-262-6151, talvez sua mala esteja entre as roubadas.

Tombo à americana

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O que fazer quando o ex-empregador não paga? Como pra tudo tem uma primeira vez, aqui vou eu perdendo a virgindade no Arizona. É mole não!

O cidadão para quem eu trabalhei por pouco menos de dois meses, não me paga. Tem me enrolado e a cada semana tem uma desculpa. Bem, pelo menos agora tenho mais certeza ainda que estava certa ao pedir demissão.

Estou extremamente aborrecida, tudo indica que levei um belo de um tombo. Por essa eu não esperava! Afinal, trabalho por dinheiro!

Papo sério

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Violência doméstica. Quando esse horror vai acabar? Na lista dos dez estados americanos com maiores índices de mulheres vítimas de homicídios, está o Arizona, onde moro pela segunda vez.

Lousiana, Alaska, Wyoming, Arkansas, Nevada, Alabama, Novo México, Carolina do Sul e Oklahoma são os primeiros colocados, nesta ordem. Em comum, esses estados tem as menores taxas de renda média por família e de nível de escolaridade.

Uma pesquisa conduzida pela ASU - Arizona State University -, aponta os casos de violência doméstica como os mais comuns nas chamadas do 911, o sistema de emergência americano conjunto, de para-médicos, bombeiros e polícia.

Ainda me lembro de um episódio que eu presenciei há 20 anos. Na piscina do prédio, um casal discutia e o tom só aumentava, lá pelas tantas a mulher levantou como se fosse embora e o homem também ficou em pé encarando a mulher, meio segundo de bate-boca e ele simplesmente esmurrou a mulher, que caiu no chão e ainda ganhou um ou dois chutes.

Eu estava com o meu filho, na época com dois anos. Baixei os olhos, tive medo, cobri os olhos do meu filho e comecei a chorar. A minha raiva queria pular no pescoço do cidadão e espancá-lo. Devagar e em silêncio juntei as nossas coisas pra sair dali o mais rápido possível. O tumulto já tinha sido formado e eu ouvia a sirene da polícia. Aqui mesmo, em Phoenix, há 20 anos!

Olimpíadas 2016

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Me peguei nervosa, ansiosa, roendo as unhas, tentando assistir pelo computador a votação do Comitê Olímpico. Valeu!

Chicago era mais perto pra mim e eu não conheço ainda. Entretanto, me sinto honrada e feliz pelo Rio de Janeiro.

Se unido o país ganhou a oportunidade de sediar os jogos olímpicos, deve agora, unido, trabalhar muito para que toda a infraestrutura necessária esteja pronta.

Parabéns Brasil!

Túnel do tempo

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A partir de hoje é legalmente permitido entrar armado em bares e restaurantes no estado do Arizona. Aqui bebemos, dirigimos e puxamos o gatilho. Mas não é só. Permite-se também "ameaçar" o próximo com uma arma sem que seja considerado uma ameaça ou intimidação.

Para alguns, evolução não existe. Algumas coisas nunca mudam mesmo, então para que avançar, certo? No Arizona voltar no tempo é o que faz sentido. Uma vez o Velho Oeste, sempre o Velho Oeste.

A lei que entra em vigor nesta quarta-feira permite que pessoas, com autorização para portar armas sem que esteja a vista, possam frenquentar bares e restaurantes. Boa notícia! Claro, porque afinal de contas precisamos mesmo dos nossos revólveres e espingardas em bares e restaurantes. Além do que, nada a temer com a boa mistura de álcool e armas. A lei é específica: "os que estiverem portanto armas não podem beber". Sim. Do mesmo jeito que as pessoas não bebem e dirigem e não existem acidentes de carro por embriaguez.

Mas o privilégio não é só nosso, moradores do Arizona. Uma lei semelhante foi aprovada em julho no estado do Tennessee. E, segundo a Associação Nacional do Rifle, organização pró-armas, já são 41 os estados americanos que permitem armas em locais onde é servida bebida alcoólica.

É uma vergonha que percamos a oportunidade de investir o nosso bom senso e tempo a serviço da paz. Estamos cada vez mais criando animosidade e medo. Este constante estado de guerra tem de acabar. E tem de acabar no mundo, nas nossas cidades, nos bares e restaurantes.

Afeganistão

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Sério mesmo, não suporto mais ouvir o noticiário americano.

Dia após dia tudo o que se vê e ouve é sobre o aumento ou não de tropas americanas no Afeganistão.

O umbigo americano está localizado no oriente médio e ninguém reparou!

Almoço de domingo

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E lá fomos nós comemorar! A idéia era almoçar fora. Sabe o almoço de domingo? Era o que eu queria.

Recriar momentos em outro país, de outra cultura, pode ser extremamente difícil, no meu caso, impossível. Esquece. Nem mesmo a churrascaria Fogo de Chão, uma cadeia brasileira, abre aos domingos para o almoço aqui no Arizona.

Planos por água a baixo a única esperança agora é a esperada família, que deve vir em novembro e dezembro.

Existem coisas maravilhosas aqui no Arizona, aqui nos Estados Unidos. Sei disso, reconheço, gosto e admiro. Acontece que sinto falta de ir a um restaurante aos domingos pra almoçar, comer devagar e apreciar o dia como se não houvesse fim.

O fato é que morro de saudades do Brasil. Simples assim!

Pontes

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Antes de mudar para os Estados Unidos tive várias conversas com amigos, clientes, chefes, familiares. Ainda lembro de cada uma delas, mas uma em particular me cutuca o tempo todo. A da ponte.

Mesmo mudando de mala e cuia para o Arizona para me casar, eu deveria, a todo custo, manter a conexão com as pessoas do meu país, com o meu universo profissional, a minha rede de contatos.

E assim eu tenho feito. Busco a todo instante me manter conectada ao Brasil. De uma forma ou de outra, naturalmente e sem esforço. Não tomo a iniciativa visando qualquer outra coisa que não o meu mais profundo prazer em manter as raízes. Sou brasileira e me sinto honrada de ter nascido e vivido naquele país. É o que faz de mim quem eu sou. É o que eu sou, brasileira!

Daí, hoje, quando eu pedia demissão de um trabalho que não me interessa mais, o chefe, americano, aborrecido provavelmente, diz que o motivo pelo qual eu não me sentia satisfeita ou identificada com o trabalho era porque eu não havia abandonado o meu país e as minhas paixões.

Oras, será mesmo preciso abandonar o Brasil e os meus interesses para trabalhar nos Estados Unidos? Me recuso a acreditar que sim. Aliás, comentário medíocre do meu ex-chefe. Eu simplesmente não suportava mais trabalhar com ele e ponto! Além disso, tenho outro emprego!

O que muitos americanos ainda precisam aprender é que não importa se moramos nos Estados Unidos, cada um de nós, imigrantes, carregamos conosco o nosso país, a nossa cultura e as nossas paixões. E essa bagagem deve ser vista como algo extremamente valioso. Os inteligentes assim percebem. É o que alguns chamam de globalização.

Futebol americano

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Quase dois anos depois e eu ainda não consigo apreciar a paixão nacional. Quer dizer, uma delas. O futebol americano, como conhecemos, é só no que esse povo fala.

E se vocês acham que é só a liga nacional, bem-vindos ao meu mundo. Tem muito mais! É futebol americano das universidades e das escolas também. É futebol americano de manhã, de tarde e de noite. Da escola, do estado e do país.

Fica fácil entender. Logo cedo, nas escolas, o esporte ganha um tom grandioso. Os campeonatos são televisionados, alguns em todo o país e é ali que a carreira milionária de um jogador profissional começa a se desenhar. Além da natural vontade de jogar, o atleta sente rapidamente o gosto da fama e do poder.

Outro dia meu marido comentava sobre a indústria do futebol americano das universidades, que concede a bolsa de estudos ao jogadores e faz fortunas a cada jogo sem dividir qualquer lucro com os atletas.

O que mais me chamou a atenção foi o intervalo no jogo para comercial de televisão. Isso mesmo. Existem intervalos durante os jogos destinados exclusivamente para as propagandas. Se você estiver no campo ouvirá o anúncio do intervalo e, em casa, entra no ar o comercial.

Pra mim, as calças justas são engraçadas, as pancadas são violentas e o jogo, muito demorado.

Revisora demitida

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Pura desculpa esfarrapada. Mas tudo bem. É pra justificar os erros de digitação e/ou de concordância.

O meu belo amado laptop, que tinha todas as versões de programas e sofwares em Português, foi para um buraco negro. A tela escureceu de vez. Uma tal luz de fundo queimou.

Resumo da ópera, tive de comprar um novo computador. Além de não ser o Windows XP que tinha no laptop e eu tanto gostava, nada tenho mais em Português. Nem mesmo a opção de instalar o idioma com esse tal Windows Vista em Inglês.

Não sei o que fazer. Mas continuarei postando mesmo sem conseguir usar aquela sensacional ferramenta de verificar a ortografia.

Espanhol brasileiro

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Como se não bastasse a falta de informação sobre o Brasil, ainda tem alguém mundo afora reforçando que o idioma falado no país é o Espanhol.

Outro dia foi o personagem da atriz Penolope Cruz num filme pra lá de bobo. Uma brasileira. Sim, claro! Apenas um exemplo entre tantas outras produções americanas por aí que eu já assisti do lado de cá, em que algum ator ou atriz hispânica representa um brasileiro sem sequer falar Português!

Mas o pior mesmo foi ontem. Animadamente, o senhor meu marido me chama para assistir o que ele pensava ser um filme brasileiro na HBO. Descobri hoje fuçando na web que Alice foi uma série produzida pela HBO Brasil, mas não achei o link para a página da produção.

O fato é que assistimos ao "filme" todo em Espanhol. A história brasileira, se passa no Brasil, com personagens brasileiros, atores e atrizes brasileiros, e eu tive de ler as legendas em Inglês e escutar os diálogos em Espanhol.

A Tacoma da Toyota

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Fusca, belina, chevete, fiat ou chevrolet, não sei, simplesmente não tenho a habilidade de gravar nomes de carro ou suas marcas. Um aqui outro ali ainda vai e talvez fosse mais fácil há 20 anos, quando poucos veículos eram lançados no mercado. Me lembro do Del Rey, da Ford?

O fato é que se já era difícil gravar e reconhecer os nomes dos carros no Brasil, agora piorou significativamente. Aqui nos Estados Unidos são centenas de fabricantes, marcas e modelos que não tenho nem idéia. Impossível pra mim!

Outro dia, papeando com uma cliente após uma reunião, ela comentava que estava em dúvida se ficava ou não com a Tacoma. O que? O que diachos é Tacoma? Veja bem, pronunciado em Inglês soa ainda mais estranho. Eu fiquei perdida, calada e a senhora insistia na conversa citando ainda um outro nome que sequer consigo lembrar. Só muito depois descobri que se tratava de carros e que Tacoma é uma camionete da Toyota. Sério?!!

Sai da frente que eu quero passar

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No fim da tarde o movimento é intenso no trânsito de Tempe. Aliás, em toda a grande Phoenix. Como no Brasil, é a hora do trabalhador voltar pra casa.

De repente um daqueles enormes caminhões do corpo de bombeiros - que eu só via em filmes - atravessa a avenida numa velocidade e agilidade só possível graças a regra, rigorosamente seguida pelos motoristas, de parar o carro à direita ou à esquerda das ruas liberando o tráfego.

É bonito de ver! Os carros todos encostam ao longo do meio fio. De um lado e de outro, os cruzamentos ficam liberados. Lembrei do sufoco das ambulâncias e bombeiros no Brasil.

O grito da saúde socialista

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A reforma do sistema de saúde americano, proposta pelo governo do atual presidente, Barack Obama, tem dado o que falar, gritar na verdade.

São centenas de "town meetings" ou audiências públicas e parte da população se mostra completamente revoltada. As discussões são intensas e os marqueteiros de plantão já dizem que Obama está perdendo essa guerra.

O que eu acho curioso é que a educação americana é pública e gratuita. Pelo menos até o ingresso na universidade, essa absurdamente cara, mesmo nas instituições ditas públicas.

Em vários casos, as escolas públicas são sinônimo de desperdício e descaso. Mas oferecer um sistema de saúde mais justo aos mais necessitados é absurdo.

Tem horas que realmente não entendo. Os discursos são apelativos, sem sentido lógico, apaixonados, religiosos, preconceituosos e beiram o ridículo. O jeito deve ser mesmo ganhar no grito!

Comunicação truncada

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Eu sou muito grossa. Bem, isso eu já sabia, me contaram. Mas em Português não parecia tão mal assim.

É impressionante como a mudança do idioma faz essa diferença toda. Tá bom, a delicadeza é que não faz parte do meu vocabulário. Nunca fez. Verdade seja dita. Mas em Inglês tudo soa mil vezes pior, acredite.

A minha desculpa sempre foi dizer que eu estava sendo direta, sincera, verdadeira, autêntica, seja lá qual for o adjetivo, eu usava para me justificar.

Apesar de ter ido parar na universidade e estudando comunicação/jornalismo, e tenha trabalhado todos esses últimos 15 anos na área, o fato é que me comunico mal, ou pelo menos em Inglês!

Essa coisa de florear e fazer rodeios nunca foi minha praia e tenho apanhado horrores. Do lado de cá é o que eu mais tenho notado. As pessoas tomam o maior cuidado do mundo para se expressar, emitir uma opinião qualquer. Isso quando de fato dizem o que pensam! Ou quando dizem o que de fato pensam!

A real é que estou tendo de me virar para aprender a ter esse cuidado, acabar com a comunicação truncada. No auge dos meus 40 e uns anos, confesso que tenho tido pouca paciência. Mas, daí, é só mais uma desculpa!

Visita ilustre

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O "cara" daqui está na cidade, ou melhor, no estado, desde ontem. Chegou no fim do dia e trouxe na bagagem mulher e filhas. É uma viagem da "Primeira Família" como dizem do lado de cá.

Os Obamas jantaram num restaurante mexicano, onde, em minha opinião, servem a melhor margarita do mundo! Talvez por isso Obama tenha ido.

Hoje foi dia de passear pelo Grand Canyon, uma das oito maravilhas, é o destino de quase cinco milhões de turistas todos os anos. Os que visitavam o parque hoje tiveram de ter paciência e praticamente não viram nada, o acesso foi restrito.

O presidente americano veio a Phoenix para o encontro anual de um grupo de veteranos de guerras estrangeiras (traduzindo mais ou menos). A organização reúne aproximadamente um milhão e meio de membros em todo o país, mas só 13 mil devem receber Obama amanhã. São os vips da corporação.

Mas eu estarei ocupada e tive de recusar o convite!

Água e cafezinho

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Apesar de achar algumas coisas aqui no Arizona iguais as do Brasil ou Brasília, minha cidade querida, confesso que outras são completamente diferentes.

De reunião em reunião na grande Phoenix, comecei a reparar os hábitos locais. Aquela coisa maravilhosa de alguém servir água e cafezinho em reunião, não existe do lado de cá.

Executivos, advogados, marqueteiros, seja lá quem for participar da reunião, carrega consigo o próprio café e/ou água. Normalmente em um daqueles copos descartáveis ou garrafas de plástico.

A desatenta e viciada aqui, sempre esperando alguém oferecer um café, terá de aprender a fazer como os americanos fazem. Passam no "drive-thru" antes da reunião!

Reflexos de vizinhança

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Viver em comunidade às vezes dá nos nervos. Me lembro de uma certa vizinha em Brasília que soltava o cachorro para caminhar sozinho pela rua fazendo cocô na entrada da garagem dos outros, da minha! Certo dia resolvi coletar as fezes do cachorro alheio. Acumulei um saco de cocô e fui até a casa dela devolver o que não me pertencia.

Agora a situação é um pouco diferente. As casas aqui no Arizona têm uma ruela nos fundos, que dá acesso ao quintal das residências. É o acesso do lixeiro, do leitor da energia elétrica, etc.

Eis que alguns vizinhos resolveram fazer da "alley", a tal ruela, o depósito da vizinhança. Impressionante. Vários objetos podem ser encontrados. Sofás, colchões, cadeiras, par de tênis semi-novos, estantes, roupas, mesas, livros, garrafas e por aí vai.

Da primeira vez que morei aqui nos Estados Unidos, há 17 anos, encontrei uma televisão no lixo. A prática de simplesmente jogar fora, apesar da recessão que passa o país, continua. É o conceito do desperdício a todo vapor.

Vizinhos. Não só fazem da ruela pública e comum a todos nós da vizinhança, um depósito, mas ao fazer isso esbofeteiam a todos com o descaso ao excesso.

Fora de mim

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Não, não foi abandono. Pelo menos não proposital. Os acontecimentos do último mês mexeram com cada poro meu.

Quase voltei para morar no Brasil, para minha Brasília querida. Para os meus filhos, minha família, minha família de amigos queridos de quem tanto sinto falta.

E como essas decisões são, enquanto duram, eternas, fiquei eternamente, enquanto durou, perturbada.

Me partiu o coração não ter aceitado a oportunidade de voltar pro Brasil e por isso me perdi por uns tempos nas dores do peito que não me saiam da cabeça.

O processo de cura é lento, mas já me sinto um pouco mais forte pra me permitir de novo.

Coxinhas e pasteis

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Vivo tentando encontrar restaurantes, bares e supermercados que vendam produtos brasileiros. É a saudade que ataca forte vez por outra.

Outro dia, estávamos em San Diego e a procura, quase obsessiva, por um pedaço do Brasil em território americano, durou horas e terminou com um risoles de palmito horroroso, uma coxinha pura massa e meio crua e uns pasteis sem gosto.

Se a comunidade brasileira em San Diego é gigantesca, eu imaginava que seria mais fácil encontrar comidinha brasileira por lá, do que aqui no Arizona, onde moro. Ledo engano e total decepção.

Serviço ruim, comida pior ainda. Ai que saudade do Brasil!

Proposta de casamento

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Vai um Jeep Wrangler 1992 de graça aí? Só casando. A idéia é de Kelly O'very, 38, de Salt Lake City, no estado de Utah. A procura da sua cara metade, ela oferece o carro em troca de casamento.

O anúncio é real e a moça já recebeu centenas de e-mails de pessoas interessadas nela e no carro, claro!

Interessados escrever para : wedding.jeep@hotmail.com

Sarah Palin x Michael Jackson

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Ainda bem que a Sarah Palin renunciou ao cargo de governadora do Alaska, assim divide um pouco, só um pouco, os holofotes e as manchetes, com o morto Michael Jackson, que eu já não aguento mais ouvir falar!

Torcida dividida

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Dividida nada. Desigual. Afinal, sou minoria aqui na terra do Tio Sam.

Enquanto os Estados Unidos ganhava tudo ia muito bem. Eu meio jururu, mas acreditando que deveria ganhar o melhor time, até então o americano.

No segundo tempo o tempo mudou. Os americanos aqui em casa foram aos poucos ficando bravos, furiosos, sem graça e mudos.

Timidamente acenei a minha bandeirinha do Brasil, fiz alguns comentários tentando incentivar o time americano, mas era tarde. Saí de fininho da sala de tevê, afinal, o time do meu país ganhou!

O futebol e a corneta

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A caminho da Copa do Mundo no ano vem, a África do Sul enfrenta agora o maior dilema de todos. Banir ou não o uso das cornetas nos estádios de futebol.

O jogo de logo mais entre Brasil e Estados Unidos encerra a Copa das Confederações, mas nem de perto chama a atenção que a controvérsia em torno da corneta. Entre os blogs da África do Sul, esse assunto parece ter tomado conta das discussões, segundo o jornal Los Angeles Times de hoje.

Não consigo imaginar um jogo de futebol sem as tais cornetas de plástico entoando aquele barulho infernal. Mas foi engraçado quando li a reportagem hoje e lembrei imediatamente do comentário do senhor meu marido há alguns dias. Assistíamos ao jogo de Brasil e África do Sul e lá pelas tantas ele me perguntou que barulheira era aquela, se aquilo não parava nunca. É, talvez um dia!

Por quê?

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1 - Por quê o legislativo do Arizona aprovou, sexta-feira, no final do expediente, lei que permite portar armas em restaurantes e bares onde é servida bebida alcoólica?

a) porque somente em estabelecimentos assim, o cidadão vai precisar usar o revólver para defender sua cerveja;
b) porque os legisladores estavam atrasados para o happy hour com suas armas;
c) porque é perfeita a combinação álcool e armas. Todo mundo sabe disso.

2 - Por quê o legislativo do Arizona aprovou, no mesmo expediente que o da lei anterior, a lei que obriga a polícia local a agir como oficiais federais em casos de imigração?

a) porque os custos por preso são baixos e as cadeias estão vazias precisando de mais ocupação;
b) porque não há crimes no estado, deixando os policiais ociosos;
c) porque, afinal de contas, imigrante ilegal é bandido mesmo.

3 - Por quê o superintendente das escolas públicas do Arizona quer aprovar uma nova lei que bane os cursos étnicos nas escolas?

a) porque ele pode;
b) porque estudos sobre a raça negra ou justiça social para minorias é irrelevante;
c) porque etnias como as asiáticas e hispânicas não enriquecem a cultura americana.

Na telona

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A previsão é de confusão. É que a partir de hoje aqui nos Estados Unidos as emissoras de televisão do país param de transmitir em sinal analógico.

A estimativa é de que pelo menos 1 milhão de lares ainda não estejam preparados e devam ficar sem conseguir assistir televisão.

Bem-vindos a era digital.

Crimes de ódio

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O tiroteio ontem no Museu do Holocausto, um dos lugares mais visitados por turistas em Washington D.C., reascendeu a discussão sobre os crimes de ódio nos Estados Unidos.

Um homem de 88 anos, que faz parte de grupos da supremacia branca, conspiração contra minorias e negros, entrou atirando no museu, acertando fatalmente um dos vigias.

Segundo relatório do FBI, em 2007, quase 10 mil pessoas foram vítimas de crimes cujo motivo foi o preconceito. Em todo o país, os crimes de discriminação racial, contra negros, são os de maior ocorrência, seguidos por religião, orientação sexual e etnia.

Aqui no Arizona, onde moro, com uma população de quase 40% de origem hispânica, é o preconceito étnico que assola o estado. Tenho muita dificuldade em entender os extremismos, os radicais e a deslealdade com que machucam pessoas, instituições e sociedades simplesmente por serem o que são.

Chance perdida

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Para algumas coisas deveria servir morar no Arizona. Sem esse papo de que é o estado do Grand Canyon. Eu sempre uso essa desculpa! Eu queria mesmo era poder marcar hora com a Allison DuBois.

A vidente de Medium, o programa, que no Brasil acho que é a Sony Entertainment Television que transmite, mora aqui em Phoenix. O show é baseado na vida real de Allison.

Pois bem, perdi minha chance. Ela não atende mais a população para fazer as leituras mediúnicas que a levaram a Hollywood.

Agora, a fama é tamanha que a vidente vive viajando país afora participando de conferências e concedendo palestras. Ah, e, claro, está em turnê para divulgar o seu novo livro. Até o marido, o engenheiro espacial, se aposentou e tem um blog.

Os binóculos e o medidor de energia

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Acordei assustada com a cachorra latindo sem parar. Valente, levantei pra ver o que estava acontecendo. Devagar, é claro, sou medrosa que só eu e estava sozinha em casa.

Da sala de televisão para o quintal tem uma porta de vidro. Cortinas fechadas. Mais devagar ainda abro só um pouco a lateral pra ver se consigo enxergar alguma coisa lá fora.

Sem entender o que eu via, fechei rapidamente a cortina e pulei pra trás. Um homem de binóculos, em pé na lateral de uma caminhonete branca, olhava a minha varanda! Paralisei por uns bons segundos e logo pensei em chamar a polícia.

Valente, resolvi sair e perguntar ao cidadão o que diachos ela fazia ao lado do muro do meu quintal espionando a minha casa.

O relógio! Ele é o "cara" que faz a leitura para a companhia de energia elétrica. Estrategicamente posicionado na parede atrás do bar na varanda da piscina, o medidor só pode ser visto de binóculos lá da ruela atrás da casa, por onde o tal do moço passa uma vez por mês fazendo a leitura de todas as casas da rua e a esperta aqui nunca tinha visto!

Estados Unidos x Brasil

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Foi ao ar no programa Dateline, da rede NBC, neste domingo, uma reportagem sobre o caso do menino Sean. Na verdade, o programa apresentou apenas uma versão dos fatos, claro.

Desconheço os detalhes, até mesmo os mais gerais sobre o assunto, mas assistir em horário nobre de televisão, no domingo de noite, que o Brasil merece "pagar" pelo o que está fazendo, é um pouco demais pra mim.

Torço para que o Supremo Tribunal Federal e as autoridades jurídicas que analisam o caso, o resolvam da maneira mais correta, se é que é possível. Lamento as posições radicais, que cegam e servem ao único propósito de disseminar raiva e divisão.

Direitos iguais

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Se eu tivesse me apaixonado pela mulher da minha vida e ela fosse americana, como é o meu marido, eu não poderia me casar com ela e nem usar desse recurso para obter o direito de imigrar legalmente para os Estados Unidos.

Como sou mulher e casei com um homem, tenho o direito, primeiro de casar e depois, de acordo com a lei de imigração, de viver legalmente neste país.

Mas apesar de uns acharem que ainda estamos a anos luz de conseguir direitos iguais para todos os cidadãos, sem discriminação de raça, credo ou sexualidade, hoje pelo menos, alguns avanços devem ser comemorados.

O governador John Lynch, de New Hampshire, assinou ontem a lei aprovada pelo legislativo estadual que torna o estado o sexto no país a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Além disso, está prevista uma audiência na Comissão de Justiça do Congresso americano sobre alternativas na lei de imigração para atender processos de casais do mesmo sexo. Bem, engatinhando se começa a caminhar.

Mês LGBT

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O presidente Barack Obama proclamou junho o mês do orgulho gay, Orgulho Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT).

Segundo o release divulgado ontem pela Casa Branca, Obama defende os direitos iguais, é contra a discriminação e a favor do fim da política "Não pergunte, não diga" nas Forças Armadas americanas.

Abaixo um trecho original do texto da proclamação.

"NOW, THEREFORE, I, BARACK OBAMA, President of the United States of America, by virtue of the authority vested in me by the Constitution and laws of the United States, do hereby proclaim June 2009 as Lesbian, Gay, Bisexual, and Transgender Pride Month. I call upon the people of the United States to turn back discrimination and prejudice everywhere it exists.

IN WITNESS WHEREOF, I have hereunto set my hand this first day of June, in the year of our Lord two thousand nine, and of the Independence of the United States of America the two hundred and thirty-third. BARACK OBAMA"

O desaparecimento do avião do noticiário

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Só lá pelas 10h00 da manhã horário daqui, umas 14h00 horário de Brasília, fiquei sabendo do desaparecimento do avião da Air France. Isso porque ainda mantenho o hábito de ler os sites brasileiros.

Nenhum canal ou site americano noticiava o fato até então.

Além da profunda tristeza com a notícia, veio também um sentimento de decepção com a imprensa local. No site do Washington Post quase não há destaque para o assunto.

Aqui nos Estados Unidos o mais importante continua sendo os Estados Unidos, ah, e claro, o Oriente Médio e às vezes a Ásia.

Noitada presidencial

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Ontem o presidente Barack Obama levou a esposa, a primeira-dama, Michele Obama à Broadway. Pegaram um jatinho em Washington e seguiram para Nova Iorque para curtir a noite. Jantar e show. Sensacional.

Como no Brasil, aqui também se crítica político por conta de gastos particulares com dinheiro público. A noitada de Obama é um desses casos onde a discussão rende.

Mas a minha dúvida e pergunta é: como dividir o público e o privado em situações como essa?

Dona Salvina

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Uma daquelas lembranças da infância. Daquelas que você nunca esquece e pouco fala, mas quando aparece a oportunidade e você finalmente comenta, é como se estivesse vivendo tudo outra vez e já não consegue mais apagar.

Da rua lá de casa, os vizinhos são a lembrança predileta. Dona Salvina foi uma delas. Umas duas ou três casas à esquerda estava a dela. A deles, porque ela tinha família, marido e filhos. Mas Dona Salvina é que é a estrela do meu filme.

Já estava com cabelos brancos a Dona Salvina. Pra mim ela nasceu assim. Combinava com ela e com os coques que usava o tempo todo. Eu nem sei direito o por que, mas eu frequentava muito a casa da Dona Salvina.

Brava que só ela, me deixava ficar por ali por horas a fio. Às vezes na sala, muitas outras na cozinha. Lembro de a minha mãe ter ido me chamar na Dona Salvina algumas vezes. Era sempre um lugar pra me procurar se não soubesse exatamente onde eu estava.

Dona Salvina morreu. Morreu faz um bom tempo e há muitos, muitos anos eu não falava nela. Talvez por ter sido criada longe de avós, talvez porque ela me deixava comer o que cozinhava, talvez porque Dona Salvina tenha sido encantadora e generosa, mas principalmente porque suas mãos me abençoavam de alguma maneira e essa é uma daquelas lembranças de infância que não se esquece jamais.

Destaque do dia

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A nomeação da primeira mulher hispânica para a Suprema Corte americana. Todos os canais, noticiários, twitts e afins só falam de Sonia Sotomayor aqui nos Estados Unidos.

A juíza nasceu nasceu e cresceu no Bronx, em Nova Iorque, quando sua família mudou-se de Porto Rico. Em seu discurso, Sonia lembrou que seu pai mal falava Inglês, que sua mãe tinha dois empregos para sustentar a família, após a morte do pai, e que nada mais é que uma mulher ordinária com oportunidades extraordinárias.

Sonia Sotomayor, considerada uma juíza de visões políticas moderadas, ainda tem de passar pela sabatina do Senado e pelas críticas dos conservadores.

Confesso que torcia pela nomeação da ex-governadora do Arizona, Janet Napolitano, atualmente Secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, que também faria história e seria a primeira mulher homossexual na Suprema Corte.

Memorial Day

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Feriadão. Na última segunda-feira de Maio os Estados Unidos homenageiam militares das forças armadas que morreram pelo país.

Um feriado difícil para esta brasileira aqui entender. Aliás, como tantos outros conceitos, costumes e rituais da cultura americana.

Hoje, as casas cidade afora tinham bandeiras americanas penduradas nas janelas ou nas portas. Uma forma de demonstrar o patriotismo neste dia. Em vários lugares houve desfile, meio que uma parada militar.

Para muitos, o Memorial Day representa também o início da temporada de verão aqui nos EUA e é um período festivo em que acontecem os tradicionais churrascos nos jardins das casas. Bem, aqui não fizemos churrasco ou barbecue, não assistimos a nenhum desfile e apesar do meu marido ser veterano da marinha americana, pouco se falou em serviço militar nesta casa.

De toda maneira, bom feriado!

Media training

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Prostitutas em Vancouver, no Canadá, estão sendo treinadas em como lidar com a imprensa. A idéia é preparar as profissionais do sexo para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2010.

A instituição The Prostitution Alternatives Counselling and Education Society (PACE) comanda o treinamento, que abordará aspectos legais ao ser fotografado, conceder uma entrevista e assim por diante.

O Canadá já foi sede dos Jogos Olímpicos de Inverno em 1988.

Obama comes to town

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Eu adoraria ouvir pessoalmente o presidente Barack Obama. Daqui a pouco ele estará aqui em Tempe. Fará o discurso de formatura da Arizona State University, a ASU.

Os jornais alertam: o evento no Sun Devil Stadium, ao ar livre de quase 40 graus centígrados, deverá receber 71 mil pessoas, que passarão pelo menos duas horas sendo revistadas pelo serviço secreto americano.

Recomenda-se não ir de carro. Ruas fechadas, estacionamentos praticamente impossíveis. O ideal é pegar o metrô e caminhar até o estádio, e logo cedo. Daqui a pouco.

Os portões do estádio serão abertos às 2h30. A previsão é que Barack Obama discurse às 7h52, precisamente. Até às 9h17 deverá estar tudo terminado.

É, eu adoraria ouvir o presidente Barack Obama. Aqui de casa!

O cúmulo da arrorância

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Inventando uma nova palavra, a idéia é tentar descrever uma nova teoria, na verdade. A correlação primária e existencial da arrogância e da ignorância.

É quando nada mais faz sentido, porque você sabe mais do que todo mundo mais ou porque simplesmente não tem a capacidade para entender nada sobre o que eles falam.

Chegando a esse ponto você desiste de assistir o noticiário. Retratos grotescos de discriminação, ódio e banalização. Ora dos chineses com os mexicanos, ora dos americanos com os chineses. É um leva e trás sem fim e a sensação é de estar sendo levado ao buraco negro da humanidade.

É o caos. Se bem que essa é outra teoria. A da vez, pra mim, a do cúmulo da arrorância, esta é inexplicável, insustentável e praticamente insuportável.

Obama, Biden e o hamburger

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O presidente Barak Obama e o vice-presidente Joe Biden almoçam juntos uma vez por semana. Normalmente na Casa Branca. Ontem resolveram dirigir até uma lanchonete chamada Ray's Hell Burger. Acompanhe o vídeo.

Comparações saudáveis

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A pergunta que não quer calar. Será que algum dia deixarei de comparar Brasil x Estados Unidos? Parece impossível. O tempo todo me salta aos olhos, a carteira e o coração, as diferenças entre estes dois países onde eu vivi e vivo.

Esta semana estou pesquisando uma possível aquisição de um novo seguro médico. O que tenho é via o empregador do meu marido e é caríssimo. Mesmo. Estamos pagando quase U$ 500,00 por mês! Só pra mim.

O sistema é muito complexo para a minha pouca paciência e excesso de comparações com o plano de saúde que eu tinha no Brasil até o começo do ano passado, antes de mudar pra cá.

O negócio saúde é muito lucrativo e, aqui nos Estados Unidos, se tornou ao longo dos últimos anos uma verdadeira máquina de fazer dinheiro para as empresas seguradoras. Eu já havia morado aqui por seis anos, há 16 anos, e o sistema não era assim.

Além de pagar os quase 500 dólares por mês, ainda tenho de pagar 30 cada vez que vou a uma consulta médica, isso se for médico clínico geral. Especialistas o valor sobe para 40 dólares. A cada procedimento pago um porcentual do valor total. Nada é coberto integralmente pelo seguro.

Centenas de milhares de famílias vão completamente à falência todos os anos nos Estados Unidos. Não é pra menos. As contas hospitalares são absurdas. Ano passado estive hospitalizada com uma infecção renal por dois dias, o total chegou a 16 mil dólares. Neste caso, o plano usado era brasileiro e foi pago totalmente pela seguradora.

O presidente Obama já acenou algumas vezes que pretende tratar da reforma do sistema de saúde o quanto antes. As discussões ganharam pouco espaço na imprensa e aparentemente nada andou. Parece que você também já viu esse filme antes? É, as comparações às vezes servem pra observar que não importa o país, a regra ainda é defender os interesses financeiros de alguns em detrimento do direito à saúde de tantos.

A gripe que discrimina

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Ontem foi registrado o primeiro caso aqui no Arizona e uma escola foi fechada. Mas o número pode chegar a 24 entre hoje e amanhã, quando resultados de exames enviados ao CDC (Center for Disease Control and Prevention - Centro de Controle de Doenças) ficam prontos.

Há um certo pânico no ar. Não quis ser engraçada. É uma tentativa de descrever um pouco o clima no país e no estado onde moro.

E, pra variar, um vírus que é um caso de saúde pública, virou politicagem. Muitos são os grupos formadores de opinião, deputados e senadores, que pedem o fechamento da fronteira com o México. Agora encontraram uma desculpa para o que sempre quiseram fazer, além da construção do tal muro entre os dois países.

Em estados como o Arizona e o Texas, por exemplo, onde é grande o número de imigrantes mexicanos ilegais, alguns estão usando a gripe H1N1 para gerar ainda mais discriminação .

Wolverine came to town

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Hollywood é aqui. Ou pelo menos foi ontem à noite. A estréia mundial do filme "X-Men Origins: Wolverine" trouxe todo o elenco e agitou a vizinhança.

O ator Hugh Jackman logo cedo comprou café e pãezinhos para os milhares de fãs que já esperavam pela festa do lançamento. Wolverine chegou em alto estilo. Dirigindo uma Harley-Davidson, com jaqueta de couro preta e óculos escuros, o moço causou o maior frenesi.

Até o roqueiro Alice Cooper, que mora aqui em Phoenix, ficou bobo com a estréia tão entusiasmada. Ele disse que em Los Angeles as pessoas são mais contidas e em Tempe parecia "rock and roll".

Tempe ganhou uma espécie de concurso na internet. Os moradores votaram mais, assim, conseguiram trazer para a cidade a estréia mundial do filme. Agora o cinema que eu sempre vou ficou famoso. Nada mal para uma cidadezinha universitária de apenas 159 mil habitantes.

Cobertura presidencial

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Barack Obama parece ser mesmo o namoradinho da América. O noticiário do horário nobre aqui nos Estados Unidos dedicou 27 horas e 44 minutos de cobertura jornalística ao mandato do presidente americano nos primeiros 50 dias de seu governo.

De acordo com um estudo do Center for Media and Public Affairs e da California's Chapman University, a cobertura do governo de Obama foi maior e mais positiva do que a de seus antecessores.

No mesmo período analisado, o ex-presidente Bill Clinton teve 15 horas e dois minutos de cobertura. Já o ex-presidente George W. Bush recebeu sete horas e 42 minutos.

Revistar carro é proibido, aluno é permitido

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A Suprema Corte Americana passou mais de uma hora, antes de ontem, discutindo sobre o poder das autoridades escolares em revistar ou não alunos. Em revistar, entenda-se deixar o aluno somente de cuecas ou calcinha e sutiã, no caso das meninas.

O caso foi levado a Suprema Corte por uma ex-aluna aqui do Arizona, que havia sido colocada nessa situação aos 13 anos de idade, quando suspeitaram que ela estivesse escondendo comprimidos, o que é proibido nas escolas americanas.

A discussão toda me deixou muito impressionada e não consegui tirar este assunto da cabeça. Quer dizer que é preciso ter autorização judicial para revistar carros e casas de suspeitos em investigações policiais, mas funcionários escolares podem receber o aval da Suprema Corte para obrigar um aluno a tirar a roupa, se suspeitarem de alguma coisa errada?

Com tantos casos de jovens estudantes usando drogas, portando armas e atirando para todos os lados, para alguns se justifica a revista dos alunos. Pra mim, outros métodos de prevenção deveriam ser adotados, acho um absurdo que meninos e meninas tenham de passar por tamanho constrangimento.

Não soltam as tiras e não tem cheiro

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Na passarela, as brasileiríssimas Havaianas! Que elas são o máximo, nós já sabíamos, mas agora os americanos também vão ter o gostinho.

Li hoje que, em parceria com a Gap, as havaianas chegam com tudo ao mercado americano. Com uma loja praia-urbana, a Gap vai apresentar as havaianas e a sua coleção verão ao público nova-iorquino. A idéia é gerar um burburinho para as duas marcas.

Há meses tenho visto por aqui propagandas nas páginas das revistas de moda e, claro, aproveito para desfilar os meus pares nesse calor do Arizona. Roupas, sandálias e acessórios brasileiros são sempre motivo de elogio. Mas com as havianas acho que vou perder a exclusividade. Este mês, as lindinhas desembarcaram em mais de 700 lojas da americana Gap e só aqui em Tempe elas são vendidas em quatro lugares. Uma haviana aqui nos Estados Unidos custa, em média, uns 25 dólares.

A loja temática de Nova Iorque funcionará de 30 de abril a 13 de junho e haverá uma série de ações para promover as duas marcas.

Manda Bala - With a bullet - Send a bullet

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Filme, documentário - Ano 2007 - Diretor: Jason Kohn

Apresentado no Sundance Film Festival em 2007. Pra mim, até então desconhecido, foi uma surpresa assistir Manda Bala no Sundance Channel.

Entre entrevistas com o ex-procurador geral da república, Cláudio Fonteles, com o deputado federal Jader Barbalho (PMDB/PA), policiais, cirurgiões plásticos e sequestrados, o diretor apresenta um retrato da sociedade brasileira, o que inclui o caso de corrupção da Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia) e a indústria de sequestros em São Paulo.

São imagens de violência e corrupção, da vida do pobre e do rico, onde uns usam helicópteros e carros blindados e um sequestrador se diz ser nada mais que um político qualquer.

I dreamed a dream

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Sucesso absoluto no YouTube, a britânica Susan Boyle deixa todo mundo boquiaberto.

Participando de um programa de talento, a jovem de 47 anos arrasou e surpreendeu a platéia e os jurados.

Assista, é sensacional!!!

Maternidade sem limites

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Essa semana foi em Nova Iorque. Uma mulher cujo noivo morreu de ataque do coração, conseguiu permissão judicial para colher o esperma do morto para que ela tenha um filho dele.

Semana passada foi no Texas. A mãe de um rapaz de 21 anos, morto em uma briga, conseguiu o mesmo tipo de autorização.

Nos dois casos as mulheres alegaram que os homens queriam ter filhos. Tiveram de ser rápidas. É que o esperma só pode ser usado se coletado em até 36 horas após a morte.

Mas pelo visto elas não são as únicas. De acordo com o departamento de ética médica da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, na última década houveram mil pedidos iguais a esses. São esposas, mães e namoradas tentando trazer ao mundo um filho de pai morto.

Não sei mesmo. Tem horas que eu acho que a gente passa dos limites.

Hoje eu só quero reclamar

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Da série não suporto mais, as notícias sobre o navio, o capitão, a tripulação, os piratas e a marinha americana estão lá no topo, empatadas com as propagandas. Chega. Tem limite.

O noticiário cansou. Seja no jornal impresso ou na TV, tem reportagem todos os dias sobre a mesma coisa. Uma hora entrevistam a mãe, outra a mulher, a cunhada, o filho, o amigo, o ex-colega e só falta agora o cachorro do "cara". Quer dizer, esse é o Bo do Obama! Muita chatice.

É aquela coisa arrastada, que não acaba nunca. Aja paciência! Acho melhor eu passar a ler só livros, em vez de jornais, e só assistir filmes em canais sem intervalos.

Hoje eu só quero reclamar!

Fora propaganda

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Chega. Cansei. Não suporto mais as propagandas nos intervalos dos meus programas favoritos na televisão.

Sei que a publicidade precisa sobreviver. Os publicitários, diretores de criação, são ótimos em muitas circunstâncias. Mas tem tanto lixo, que fico aterrorizada.

Imagina que o estado do Novo México, para se dizer o melhor estado do universo, está veiculando uma propaganda com uns ridículos extraterrestres num diálogo horroroso! É podre total.

É propaganda de comida, de remédio pra emagrecer, para encontrar o parceiro ideal, para baixar a pressão arterial e o colesterol, para aumentar a ereção peniana, para osteoporose... Sério mesmo, o que é isso? Bem, fora milhares de propagandas de remédios para alergia.

Paciência é mesmo uma arte que devemos aperfeiçoar dia a dia.

Obama paz e amor?

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O presidente Barack Obama acaba de chegar ao México. Uma parada estratégica a caminho de Trinidad e Tobago, aonde vai se reunir com outros líderes no Encontro das Américas.

Mas antes, concedeu uma entrevista para a CNN em espanhol. Para ele, os "tempos mudaram" em relação à América Latina e citou a sua relação com o presidente Lula como exemplo: " Meu relacionamento com o presidente Lula é de dois líderes de dois grandes países que estão tentando resolver os problemas e criar oportunidades para seus povos e que devem ser parceiros". Uma relação de igual para igual, "não há parceiro sênior ou parceiro júnior", disse Obama.

Na entrevista, o presidente democrata não criticou Hugo Chávez ou qualquer outro líder latino-americano e disse que acha importante que os Estados Unidos não digam a outros países como estruturar suas práticas democráticas. "É o povo desses países que deve tomar as decisões de como querem estruturar seus assuntos".

Obama disse ainda que quer ouvir e aprender. A postura desarmada, paz e amor do líder americano o difere totalmente da cara do governo anterior. Mas ele acredita que o seu país tenha um papel de liderança na região e disse que, apesar da imagem arranhada dos últimos anos, há uma razão pela qual existem tantos imigrantes latino-americanos nos Estados Unidos.

Receita de lanchinho fácil

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- 1 pacote de pão de forma integral
- 1 rolo de abrir massa
- queijo branco
- tomate
- manjericão ou orégano
- manteiga
-água
- azeite

Corte as beiradas, as casquinhas do pão de forma e, com o rolo de abrir massa, abra as fatias uma a uma. Eu vou abrindo a medida que vou recheando. Coloque no pão o queijo já ralado ou em pedaços pequenos, o tomate picado, algumas folhas de manjericão ou orégano e regue com um pouco de azeite. Feche o pão como se fosse um pastel, no mesmo formato e também umedecendo os lados para garantir aderência. Por último passe um pouquinho de manteiga para dar aquele look dourado. Leve ao forno para assar por uns 15 ou 20 minutos. Não deixe ficar muito tempo se não fica seco. O melhor é ficar de olho no forno.

O pãozinho recheado é super natural e light dependendo do recheio usado. Você pode variar o quanto quiser e é muito fácil de fazer. Você pode servir no lanche da tarde ou ainda cortar o pão no meio e fazer pequenos pastéis assados para festinhas com os amigos. De toda maneira, é uma ótima pedida!

Descobertas

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Só agora, depois de um ano morando em Tempe, na grande Phoenix, começo a de fato andar pela cidade. De bicicleta, de metrô e a pé. Mas confesso que tenho preferência pela bike e pelo light rail.

Nas pedaladas, descubro as folhas no chão e a grama molhada que, num descuido de quem é inexperiente, me joga na calçada. A bicicleta, se o destino parecer estar no fim do mundo, pode ser levada dentro do metrô ou nos racks, na frente dos ônibus. Se o clima por aqui fosse sempre assim, fresquinho, adotaria as duas rodas como meu mais novo meio de transporte. Sem dúvida.

Agora, o light rail ou metrô tem sido mesmo uma experiência e tanto. Parece uma festa. As pessoas conversam. Isso mesmo. Todo mundo fala com todo mundo, puxa conversa e aja papo! O que tem de gente entusiasmada! É sensacional.

De casa para a biblioteca ou para a aula de yôga, nada de carro. Para o centro vou de metrô. E o bom mesmo é um passeio pelo centro histórico de Tempe! De todas as descobertas, o mais incrível foi descobrir que eu posso. Sim, eu posso simplestemente andar por aí e descobrir beleza onde eu achava que não havia nenhuma.

The No. 1 Ladie's Detective Agency

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Eu nunca li nada do autor britânico Alexander McCall Smith. E confesso que não sabia nada a seu respeito. Eis que a televisão e a sua magia me revelaram de forma esplendorosa o dito cujo.

Nascido no Zimbábue, ele é o autor do The No. 1 Ladie's Detective Agency, agora programa de televisão. A rede BBC e a HBO fizeram um trabalho magnífico. A série foi baseada nos livros e filmada em Botsuana.

É belo, sincero e engraçado. Simplesmente maravilhoso! As imagens são belíssimas e a única, e a número 1 agência feminina de detetives de Botsuana ilumina os meus domingos!

Ganhei presente

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Eu já tinha visto em outros blogs, mas eu nunca tinha recebido um. Agora sim. A Mari Ceratti, linda, gaúcha, jornalista e blogueira oficial do Me convenceram que eu precisava disso, foi quem me deu o presente. É esse selo, que também ficará na coluna ao lado em caráter permanente.

Como ganhadora, devo seguir certas regras. Tais como:

- Falar seis coisas deliciosas na vida: viajar, comer, dormir, amar, nadar (no mar, principalmente) e emagrecer.
- Postar as regras para que os outros as repassem;
- Inserir o selinho que você recebeu;
- Escrever uma frase, citar um título ou contar uma historinha sobre seis assuntos nos seguintes segmentos: vida, cinema, literatura, viagem, amor e sexo.

Vida
Eu nasci assim....eu sou mesmo assim....

Cinema
As Invasões Bárbaras - Les Invasions Barbares - Direção de Denys Arcand - 2003

Literatura
Jorge Amado, Fernando Pessoa, Casimiro de Abreu, Walt Whitman, Emily Dickinson e Inês Pedrosa

Viagem

A volta ao mundo bem devagarinho.... que é pra ir degustando no caminho!

Amor
Eu nasci assim...eu sou mesmo assim...

Sexo
Sensacional

Por fim, é preciso indicar alguém para receber o selo. E ele vai ficar uma delícia no blog da Bel Lucyk, do Mundo ao meu redor...ou ao redor do meu mundo..., que lá de Fortaleza nos dá o prazer da sua graça!!

O cúmulo da confiança

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A cidade tem um metrô. É novo. Foi inaugurado no finalzinho de dezembro do ano passado. Eu nem tinha aproveitado ele ainda. O sistema é integrado e realmente funciona bem.

Tem sido perfeito para mim e milhares de pessoas que vão para o centro da cidade. A gente sai de casa de carro, mas o estaciona em um estacionamento gratuito em frente a estação mais próxima, a uns 10 minutos.

Tem gente que vai de bicicleta e a carrega no metrô. Nos trens há lugar pra tudo. Cadeiras de rodas, patinetes e bicicletas também tem seu lugar garantido. O metrô é de superfície. A vantagem é poder ver a cidade enquanto se vai de um lado a outro.

O mais interessante, entretanto, é a forma da cobrança. Não há. As estações são totalmente abertas e ao lado existem as máquinas, como aquelas de sacar dinheiro, onde se compra o passe do metrô. As opções de comprar um passe para o dia todo ou só de ida ou de ida e volta estão logo a vista. É fácil comprar o passe e você pode usar o seu cartão de débito ou crédito, se estiver sem dinheiro em mãos.

Depois de comprar o passe, você pode guardá-lo na bolsa, no bolso da calça, na meia, no boné e onde bem entender. É o cúmulo da confiança! Ninguém pede para ver o passe, não há onde colocar o passe para entrar no trem. E daí fiquei com aquela impressão ... de que alguém poderia ir e vir no metrô o dia todo de graça! Será?

Cansei de discriminação

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A novidade é que o estado de Iowa legalizou ontem o casamento gay. A Suprema Corte estadual votou unanimemente em favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. O terceiro estado americano a legalizar a união, além de Massachusetts e Connecticut.

Eu continuo firmemente, totalmente apoiadora dos direitos iguais. Acho um absurdo que uma questão como esta seja tratada como assunto da Igreja. A exclusão de homossexuais da instituição civil do casamento é discriminação e ponto.

A Suprema Corte da Califórnia já havia tomado decisão igual a de Iowa. Mas nas últimas eleições a população do estado votou contra, em um plebiscito que revogou a permissão da Corte.

A união civil, que estados como, New Jersey, New Hampshire e Vermont autorizam, não concede os mesmos direitos de um casamento. Por isso a importância da garantia do casamento.

A decisão do casamento é pessoal. É um contrato entre duas partes. Não deve ser uma questão do Estado ou da Igreja. Saúde, educação, segurança, meio ambiente, esses sim são temas que devem ser discutidos.

Cansei de discriminação. O meu direito é o mesmo de todo e qualquer cidadão, sem distinção de cor, raça ou credo. Homossexual ou não, todos tem o direito de escolher casar ou não.

O Brasil que vejo por aqui

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Hoje o jornal New York Times trás uma reportagem sobre o Brasil. O caso da menina de nove anos, o abuso sexual e o aborto. Uma sociedade que não quer enxergar, uma cultura ainda machista. A reportagem fala do Brasil.

Aliás, a semana aqui nos Estados Unidos foi do Brasil. Pelo menos pra mim.

A HBO exibiu o documentário "Eles mataram a irmã Dorothy". Eu ainda não havia assistido e fiquei muito perturbada com o comportamento dos advogados de defesa. Quanto cinismo. O filme mostra o mesmo Brasil que a matéria de hoje do NYT.

Um povo esquecido, negligenciado pelo Estado. Um governo inoperante, uma polícia corrupta, a podre política e uma justiça que não funciona. Esse ainda é o retrato do Brasil do lado de cá.

Além disso, os comprimidos de açaí não emagrecem coisa nenhuma. Lembra que publiquei aqui um post sobre isso? Amplamente divulgada, a pílula da "brazilian berry" deveria ajudar a perder peso. Na TV, o noticiário da noite trouxe uma reportagem negando os efeitos. Sério?

Quem é responsável por isso? O fato é que o Brasil é que fica com a ficha suja. É a "brazilian berry" que não funciona. A imagem do país mais uma vez arranhada. Com tanta publicidade negativa o Brasil nem precisa de inimigos.

Para completar, o presidente Lula diz que a crise econômica é culpa de brancos de olhos azuis. A declaração virou pauta de discussão entre comentaristas políticos nos telejornais e em programas de entrevistas. Se o objetivo era chamar a atenção. Conseguiu. O debate é válido. Mas a frase foi, no mínimo, infeliz.

O dilema do celular

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Como já estou aqui há um ano e até agora usava um celular pré-pago, resolvi que estava na hora de ter um aparelho mais legal, assinar contrato com prestadora e aquela complicação toda.

Um parto. Decidi pesquisar. Primeiro descobri que somente duas operadoras americanas tem a tecnologia GSM, que era a que eu usava no Brasil. Por aqui a maioria usa CDMA. Fiquei perdida e continuo lendo sobre o assunto.

A banda 3G também é outra confusão. Nem todas as operadoras oferecem a tecnologia ou o aparelho está apto para tal.

Estou numa enrascada. As operadoras que tem GSM, minha preferência, não tem o aparelho que eu gostaria e na tecnologia 3G. Se eu compro o aparelho desbloqueado, podendo usar em qualquer operadora, pago o triplo do preço e ainda não tenho a garantia de habilitá-lo usando as tecnologias que eu gostaria.

Sem contar que, seja qual for o plano mensal que eu escolher, os custos são tantos e tão altos, que preciso mesmo pesquisar mais. Começo a sentir saudades das operadoras do Brasil.

Mary J Blige

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Aqui na fronteira com o México

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O governo Obama divulga que vai dobrar o número de agentes federais na fronteira com o México no plano de combate ao narcotráfico. Ao mesmo tempo, o prefeito de Phoenix, Phil Gordon, chega a Washington para pedir a liberação de mais verbas para enfrentar a onda de violência.

A cidade é tida como a capital do sequestro, foram reportados 368 ano passado, segundo dados do departamento de polícia. Praticamente todos relacionados a guerra entre os cartéis mexicanos de tráfico de drogas ou de seres humanos. As reportagens são aterrorizantes e não saem do noticiário diário.

De acordo com uma matéria deste final de semana, no ano passado foram apreendidos quase US$ 240 milhões em drogas e aproximadamente sete mil pessoas presas tentaram entrar ilegalmente nos Estados Unidos. O que, em muitos casos, leva ao sequestro por resgate em dinheiro.

O caos é gigantesco. A secretária de Estado, Hillary Clinton vai amanhã para o México. Em seguida esta marcada a ida do presidente Barack Obama.

Obama is coming to town

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O presidente Barack Obama estará aqui no Arizona, mais precisamente em Tempe, onde moro, no próximo dia 13 de maio. Fará um discurso na formatura da ASU (Arizona State University).

A namorada do filho da irmã do meu marido é uma das formandas. Quase pensei em implorar de joelhos no milho pra ser convidada. Quase. Decidi que era demais.

O Obama vai ter de esperar outra oportunidade pra me ter na sua platéia.

Vai um remedinho aí

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A indústria farmacêutica nada de braçada do lado de cá. Talvez em todo o mundo. É impressionante a quantidade de propagandas de remédios. Tem pra todos os gostos e a promessa é sempre a mesma: fazer a nossa vida melhor.

Os pra dormir são campeões de venda. Ainda mais em tempos de crise, dizem os especialistas. Tem também os para acabar com dor de cabeça. Aliás, os para dores em geral fazem muito sucesso.

Aqui no Arizona são os anti-alérgicos o sucesso desse começo de primavera. Os apresentadores do tempo nas emissoras de televisão parecem verdadeiros médicos e recomendam o uso de medicamento em todos os jornais.

A idéia é não sentir dor, dormir, não espirrar e, ... basicamente viver anestesiado. É, pode ser uma saída, vai entender. E é fácil assim.

O desinteressante Obama no Tonight Show

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A participação do presidente Barack Obama ontem no Tonight Show, considerada histórica, foi muito boring. Cochilei em alguns momentos e me dei conta do quão desinteressante estava sendo a entrevista.

O fato de um presidente aparecer num programa de televisão como esse é inédito. Isso é interessante. Seria curioso assistir o presidente Lula no Programa do Jô.

NoYoutube é possível encontrar toda a entrevista dividida em partes. Publico aqui a primeira.

Network meeting

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É o que mais tem por aqui atualmente. Eu não podia ficar de fora da onda. Principalmente porque estou caminhando para voltar ao mercado de trabalho.

Esses encontros são ótimos. Quer dizer... Sobrevive-se a uma espécie de orkut, facebook e myspace ao vivo e em cores.

Mas a minha primeira experiência foi boa. Conheci uma mineira que já prometeu fazer pão de queijo e um americano que sonha ir morar no Brasil.

A troca de cartões foi intensa. No salão de um bom hotel, todos reunidos, bem vestidos, em busca de trabalho ou de fazer negócios na popular network meeting.

O simples Leandro Barbosa

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Parece que Leandro Barbosa, jogador do Phoenix Suns, pode ter rompido um ligamento no joelho em decorrência da queda de ontem no jogo contra o time da Filadélfia, o Philadelphia 76ers. É o que divulgam os jornais aqui de Phoenix nesta quinta-feira.

Barbosa ou The Brazilian Blur, como é mais conhecido por aqui, tem uma legião de fãs. Os comentaristas esportivos e os comentários de leitores dos blogs esportivos são só elogios ao brasileiro. Muitos apostam em um breve novo contrato milionário para o jogador.

Mas o que aparentemente chama cada vez mais a atenção do público americano é a simplicidade de Leandro. Diferente de muitos jogadores da NBA, Leandro Barbosa tem se mantido longe dos holofotes recheados de farra e boa vida.

Obama e o escândalo dos bônus da AIG

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Talvez o presidente Barack Obama tenha se arriscado ao sair na frente e gritar aos quatro cantos a sua indignação, com os pagamentos dos bônus milionários da AIG. Talvez não.

O caso está explodindo. A população americana, revoltada, não parece disposta a deixar a história esfriar. Muito menos a imprensa. Agora a pouco a advocacia geral divulgou nomes de 73 executivos que supostamente já teriam recebido mais de US$ 1 milhão, cada, em suas contas bancárias no final de semana.

O executivo da seguradora AIG, Edward Liddy, está em Washington e acaba de ter uma reunião fechada com alguns membros da sub-comissão de economia da Câmara. Depõe agora publicamente para defender o pagamento dos bônus.

Enquanto isso, Obama acaba de deixar a Casa Branca rumo à Califórnia, onde participa de reuniões municipais e grava participação no programa Tonight Show da rede NBC, que deve ir ao ar nesta quinta-feira. Bom mesmo Obama estar longe de Washington hoje, não?

O presidente americano está correndo contra o relógio. Ele tenta por tudo que o Congresso aprove o orçamento. O seu discurso pode se perder em meio ao escândalo, ele pode não ser ouvido ou perder a credibilidade. Até agora os estrategistas da equipe de Barack Obama tem se mostrado eficazes. Mas algumas pesquisas começam a ser divulgadas apontando queda na aprovação do governo do democrata.

É, o cidadão mais ilustre da América parece estar andando em corda bamba.

O lixo da CNN

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Não é falta de paciência e muito menos implicância pura e gratuita. É sim decepção. Por que, afinal de contas, eu realmente não esperava assistir tanta porcaria junta de uma só vez.

Por vezes, desde que mudei para os Estados Unidos, há um ano, me pego ligada na CNN por horas a fio. Tudo bem, intercalo com a MSNBC, que agora sei o quanto é infinitamente melhor.

Resolvi escrever por que simplesmente é impossível deixar passar batido alguns dos terríveis programas apresentados pela emissora. Alarmistas, terroristas, dramáticos e quantos outros adjetivos puderem usar, são todos apropriados neste caso.

O de ontem me deixou muito brava. O apresentador Anderson Cooper, uma estrela televisiva do universo CNN, estava transmitindo das ruas de Los Angeles. Uma das paradas dele na série de reportagens tratando da recessão e como superar os tempos difíceis.

O tipo de programa melodramático e alarmista que eu não aguento mais ver exibido na CNN. Aliás, não aguento mais ver ponto. O país está mal das pernas, eu sei, você sabe, o mundo sabe. Mas será mesmo que esse lixo disfarçado de jornalismo é bom pra alguém?

Um dos personagens apresentado pelo programa de ontem está desempregado há alguns meses. Tem um apartamento em Manhattan, uma casa nos subúrbios de Nova Iorque e outra de campo em Virgínia. Está tão abatido e preocupado com a economia, que não consegue dormir e, por isso, por isso mesmo, passou a tomar medicamento para passar a noite toda nos braços de Morfeu. Oras! Inacreditável.

Executivos da AIG podem perder bônus

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O presidente Barack Obama, em uma tentativa de monstrar seriedade e pulso forte com relação a situação econômica do país, busca impedir que a seguradora American International Group (AIG) pague bônus milionários aos seus executivos.

Obama ordenou ao secretário do Tesouro americano, Timothy F. Geithner, que encontre todas as alternativas legais possíveis para evitar tais pagamentos.

Obama em campanha

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O presidente Barack Obama parece estar fazendo tudo o que é possível para promover o seu plano de estímulo econômico. Aproveitando uma viagem de dois dias a Califórnia, deverá ir ao programa Tonight Show, da rede NBC, nesta quinta-feira para discutir a economia americana.

O pacote de US$ 787 bilhões, aprovado e promulgado, tem sido duramente criticado e pouca gente sabe de fato como e onde irá parar. Falar para o público do apresentador Jay Leno faz parte da estratégia da equipe de Obama para simplificar e popularizar o assunto.

Tarifas públicas sobem na cidade

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Aí veem os aumentos. A partir de amanhã os parquímetros aqui de Phoenix, aqueles medidores de pagamento para estacionar, que custavam U$ 0,60 centavos de dólar por hora estacionada, nos custarão agora U$ 1,50 por hora.

Além disso, sábado que era de graça, não será mais. Domingo vai ser o único santo dia.

O metrô também deve subir. Segundo o departamento de transporte público, o sistema integrado da cidade precisa que os custos operacionais sejam cobertos, em pelo menos 25%, pelas vendas de passagens, que caíram significativamente com a recessão.

A proposta é de U$ 3,50 por um passe diário. Por esse valor é possível pegar o metrô e o ônibus quantas vezes forem necessárias durante o dia.

O primeiro Super-Homem

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Uma das revistinhas mais caras do mundo. A edição da Action Comics de junho de 1938 foi a primeira do personagem Super-Homem.

Foi vendida hoje em um leilão via internet por U$ 317.200,00 para o baterista da banda de rock System of a Down, John Dolmayan, que também é colecionador de revistas em quadrinhos raras.

O dono anterior havia comprado a revista de segunda mão por 35 centavos de dólar nos anos 50, quando ele tinha apenas nove anos de idade.

Obama e Lula

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Nota publicada hoje no site da Casa Branca sobre o encontro dos dois Presidentes.

O site da MSNBC , canal 24 horas de notícias da rede NBC, publicou reportagem sobre a reunião.

Aborto

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Assunto polêmico tanto aí no Brasil quanto aqui nos Estados Unidos, o aborto, que apesar de ser permitido legalmente do lado de cá, passa a ter uma nova lei no Arizona.

Os legisladores do estado, que parecem caminhar em direção a proibição, aprovaram ontem uma série de restrições à prática.

Com maioria republicana, o legislativo não teve dificuldades em aprovar a lei que, entre outras medidas, prevê um período obrigatório de espera de 24 horas antes de o aborto ser realizado. Garante ainda ao farmacista, o direito de se recusar a vender contraceptivos de emergência se o ato ferir seus valores morais.

De acordo com os registros do Departamento de Saúde do Arizona, 10.486 mulheres fizeram aborto em 2007.

Job Fair

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Um conceito até então desconhecido pra mim. Nunca havia participado de feira semelhante. As "feiras de trabalho" ou encontros de negócios, seja lá qual for o nome escolhido, são muitas do lado de cá e, principalmente em tempos como esses, bastante procuradas.

Assim, como muitos em busca de trabalho, participei ontem da minha primeira feira.

É como outra qualquer, com os stands, mas neste caso, de possíveis empregadores. Você vai de um em um ou somente aos que lhe interessa, se apresenta, entrega currículo, cartão de visitas e espera fazer uma boa impressão para, quem sabe, conseguir agendar uma entrevista.

Fiz o que tinha de fazer. E apesar de relutante, até entrevista para emissora de TV eu concedi.

Até a próxima feira!

Bom dia América

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Incrível foi acordar hoje e dar de cara com cenas lindíssimas da Amazônia na telona da sala.

Um dos meus favoritos programas matinais, o Good Morning America, da ABC, transmitia direto da floresta amazônica.

Em uma série ao redor do mundo, o programa levou os seus apresentadores a diferentes locações do globo. Propaganda de graça para o Brasil?

O futuro do ser humano é o que importa

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Artigo do Presidente Lula, publicado ontem (9/3), pelo Financial Times.

Confira e participe da discussão.

As muitas tarefas de um presidente

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Pois bem, que o governo Obama deve mesmo se dedicar a economia americana, que anda de mal a pior, não há dúvida. No resultado da enquete aqui do blog, 57% apostaram nessa prioridade para os 100 primeiros dias do novo presidente.

Mas o que parte da imprensa americana e muitos comentaristas do lado de cá não param de reclamar, é da quantidade de áreas que Barack Obama tem enfrentado. Na semana passada foi a saúde, que aqui na enquete do blog não recebeu nenhum voto e é prioridade para o Presidente americano.

Ontem teve célula-tronco na pauta do governo e assim tem sido. Cada dia um tema abordado pela nova administração democrata. Como me parece muito natural.

A reclamação, no entanto, tem sido tamanha, que o porta-voz Robert Gibbs, secretário de imprensa de Obama, teve de justificar as ações do chefe para os jornalistas que cobrem a Casa Branca. Segundo Gibbs, o Presidente é capaz de executar muitas tarefas ao mesmo tempo.

Células-tronco

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A segunda-feira começa aqui nos Estados Unidos com o Presidente Obama revogando uma lei do ex-presidente Bush, que limitava o financiamento com verbas federais para pesquisas com células-troco embrionárias.

O assunto é polêmico, mas para os especialistas, a decisão de Obama é um sinal claro de que fatos científicos, não ideologia política, será o critério adotado pela Casa Branca nesta administração.

Charles Barkley

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O ex-jogador da NBA se apresentou esta manhã para cumprir a pena de três dias de prisão por dirigir embriagado.

Em tempos de recessão ...

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Acaba de ser aprovada a contratação do novo superintendente do distrito escolar de Scottsdale, cidade da grande Phoenix, por 195 mil dólares por ano ou 16,2 mil dólares por mês.

O distrito, com 33 escolas e pouco mais de 26 mil alunos, tem a meta de cortar 28 milhões de dólares em custos com manutenção e despesas operacionais para o ano escolar. Assim, deve eliminar 221 vagas de professores, 28 do setor administrativo e 37 dos serviços gerais.

O novo superintendente vem de Chicago e ainda carrega com ele a aposentadoria do estado de Illinois. Além disso, não estão inclusos no salário os benefícios como, carro, seguro saúde e bônus.

Regra do Ouro

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Regras diferentes para diferentes tipos de gente. É assim aí no Brasil. É assim aqui nos Estados Unidos. O que se aplica ao cidadão comum, como eu e você, nem sempre é o mesmo quando se trata do rico, famoso ou importante.

É disso que reclamam hoje os cidadãos aqui de Phoenix, no Arizona, onde foi preso dirigindo embriagado o ex-jogador de basquete da NBA, Charles Barkley.

Barkley teve a sua sentença reduzida a somente três dias de prisão. A lei no Arizona, em casos como este, diz que o cidadão deve pagar multa e passar 10 dias na cadeia.

É a famosa "Regra do Ouro", quem o tem, faz as regras.

Irmã Dorothy Stang

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O Sedona International Film Festival, realizado na cidade de Sedona, a duas horas aqui de Phoenix, premiou no último dia 1 de março o documentário "They Killed Sister Dorothy" ou Eles mataram a Irmã Dorothy.

Mais um para a lista de prêmios conquistados. Narrado por Martin Sheen, o filme já foi premiado no Festival Internacional de Cinema de Brasília, entre outros.

Agora será exibido em cadeia nacional na HBO americana no dia 25 de março.

A Irmã Dorothy Stang, naturalizada brasileira, fez parte da Congregação de Notre Dame de Phoenix antes de se mudar para o Pará, onde foi assassinada em 2005.

Em reportagem da agência Reuters, de janeiro deste ano, o irmão de Dorothy diz acreditar que com os relatos do documentário é possível finalmente trazer justiça para o assassinato de Dorothy.


Sapiência

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"To profit from good advice requires more wisdom than to give it"
Churton Collins

Língua Portuguesa

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Ok. Vou ler as novas regras de ortografia.

Mas de antemão lamento a queda dos acentos, que nem sei direito quais são.

Lula e Obama

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Li hoje que está confirmado o encontro entre os dois Presidentes para a semana que vem, no dia 14.

O que será que o experiente Lula dirá ao novato Obama?

Já estou anciosa pelo noticiário brasileiro. Vai ser cada tirada!

Caso de saúde

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O presidente americano Barack Obama deu um pontapé importante hoje rumo à reforma do sistema de saúde. Reuniu na Casa Branca, médicos, enfermeiras, representantes de seguradoras de saúde, associações e políticos da área da saúde para discutir os moldes da reforma.

Diferente de encontros do governo anterior, o de hoje foi aberto à imprensa e Barack disse que até o final deste ano a reforma tem de estar estruturada.

Mesmo em meio a enorme crise econômica, Obama disse que não poderia haver melhor momento para tratar da reforma. Comentou que sempre há desculpas para não se fazer reformas, mas não dessa vez.

Lembrei das reformas política e tributária no Brasil. Entra ano e sai ano e elas continuam só no gogó.

Peggy Lee , Sarah Vaughn , Aretha Franklin , Roberta Flack

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De volta, mas nem tanto

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Doce ilusão acreditar que férias foram feitas feitas pra descansar. Muitas vezes deve até ser possível. Não no meu caso.

Voltei exausta. Com o desgaste físico veio a indisposição e por fim uma gripe fortíssima.

Cheguei no Arizona e dei de cara com um lindo dia, sol brilhando no céu azul e a temperatura agradável. Mas estou de cama. Aos poucos espero voltar ao batente...aos poucos.

Olhar imigrante

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Abaixo o texto publicado no Blog do Noblat de uma brasileira moradora da Suécia. Vivendo nos Estados Unidos, já escrevi algumas vezes para o blog do Noblat e recebi comentários semelhantes e outros tantos bem piores. Por isso me identifiquei bastante com o texto da Sandra. Confiram!

Enviado por Sandra Paulsen -
6.2.2009
cartas de estocolmo

Cronista “de araque”

Volta e meia leio, entre os comentários às “Cartas de Estocolmo”, perguntas do tipo:

* Mas, Sandra, você gosta ou não gosta da Suécia?

Ou então:

* A Suécia é assim tão perfeita mesmo ou é seu complexo de inferioridade que a faz escrever tão bem a respeito do País?

Ou, ainda, comentários como:

* Você está com saudades daqui, mas fica por aí mesmo porque a coisa aqui não está nada boa.

E volta e meia dá vontade de tecer comentários a esses comentários.

Em primeiro lugar, os que lêem as Cartas há tempos talvez já tenham entendido que eu nem gosto nem desgosto da Suécia. E que eu não escrevo para explicar por que razão gosto ou não gosto. Já havia escrito sobre esse assunto há algum tempo aqui.

Em segundo lugar, comecei a escrever, como Noblat contou em entrevista à CBN, a convite dele, que achou que poderia ser do interesse de seus leitores “viajar” na minha experiência de imigrante. Não tenho a intenção de convencer ninguém de que a vida aqui é melhor, ou pior, do que no Brasil. Acho esse tipo de julgamento sem sentido, já que, para mim, trata-se de fazer limonada com os limões que a vida me deu. Se, em vez de limões, a vida começar a me dar goiabas, tentarei fazer goiabada.

Em terceiro lugar, acho que deveria ser mais ou menos óbvio que, se vivo aqui, deve ser porque gosto daqui. E que, se sinto saudades, deve ser porque me faltam coisas que só o Brasil tem. Ou o Chile, para ser honesta.

A verdade é que ser imigrante, como bem sabem nossos avós libaneses, sírios, chineses, italianos, espanhóis, portugueses, africanos, alemães e japoneses, entre outros que fizeram o Brasil de hoje, é levar consigo para sempre uma saudade. Muitas vezes uma saudade do que não existe em nenhum outro lugar, senão em nossa mente.

O difícil de ser imigrante é que, muitas vezes, a gente não sabe a que lugar pertence. O esforço da adaptação é mal interpretado como traição à pátria. A resistência a flexibilizar aspectos da identidade é vista como ingratidão e desinteresse pelo país que nos acolheu. E a aceitação, a vontade de olhar as coisas de uma forma mais neutra e com menos juízos de valor, ou julgamento favorável ou desfavorável, também não é fácil de alcançar.

Ou seja, não há para onde correr.

E se você quer ser leal não apenas ao país que lhe deu tanto, mas também ao outro onde você aprendeu a ser adulto, ou ainda ao terceiro, que lhe deu oportunidades de fortalecimento do caráter e da fé... aí não há solução: não há como agradar a todos.

Por isso, peço a você, caro leitor, que ao ler estes textos, não tente encontrar mais do que um momento de distração, uma oportunidade para reflexão, um instante para “viajar”.

Se você conhece Juan Manoel Serrat, procure a letra da canção Juan y José, e entenderá em que penso a cada vez que me sento ao computador: que será que posso contar e que meu pai, minha mãe, meus irmãos, minha gente, enfim, acharão interessante? Como posso trazê-los aqui para perto de mim? Como posso compartilhar com eles a vida que levo?

Não procure razões inexistentes; intenções moralizadoras que eu não tenho; ganhos econômicos que eu não obtenho; interesses políticos ou comerciais que não fazem parte do meu menu de opções.

Eu escrevo tão livre de preconceitos quanto consigo ser, tão curiosa como sou, às vezes ingênua, outras, mais incisiva. Escrevo sobre o que atrai minha atenção. Não há pauta preestabelecida. Um dia escrevo sobre o que gosto. Outro dia, sobre o que detesto. Uma dor compartilhada é meia dor, uma alegria que a gente divide, paradoxalmente, fica muito maior.

Mas, no fundo, o que a gente quer mesmo é agradar e ser querida. Aliás, como boa romântica, acredito piamente nos Beatles: tudo o que a gente precisa é de amor!

Obrigada a você pela atenção e pelos comentários. E obrigada ao Noblat, pela oportunidade de virar “cronista”, ainda que “de araque”.

Sandra Paulsen, casada, mãe de dois filhos, é baiana de Itabuna. Fez mestrado em Economia na UnB. Morou em Santiago do Chile nos anos 90. Vive há quase uma década em Estocolmo, onde concluiu doutorado em Economia Ambiental.

Batman governador

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Artista na política não decola lá muito bem no Brasil, mas nos Estados Unidos... Agora é a vez do ator Val Kilmer. Depois de ser Batman e Jim Morrison, ele acredita que é chegada a hora de ser governador do estado americano do Novo México.

Val Kilmer disse que se de fato decidir se candidatar, todos podem estar certos, será o próximo governador do estado em 2010. Se a Califórnia elegeu o Exterminador, porque não o Batman para o Novo México, certo? É possível que tenha ainda mais chances.

Padrão militar

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É cada uma. Li hoje a notícia de que um bombeiro de Cleveland, no estado americano de Ohio acaba de largar a banda do Corpo de Bombeiros depois de ter sido suspenso pela corporação por ter cumprimentado o Presidente Barack Obama durante o desfile de posse, na semana passada.

O major Coleman foi suspenso porque ele não se comportou de acordo com os padrões de um desfile militar. Ele não poderia ter acenado para o Presidente americano. Por isso foi suspenso por seis meses da banda que agora resolve deixar de vez.

Tudo bem. Entendo e respeito que devam existir normas. Os comandantes militares, entretanto, também poderiam ser mais flexíveis. Afinal, dia histórico para o país, momento emocionante para tantos e, além disso, regras foram feitas para serem quebradas, certo?

Arizona Cardinals

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O time de futebol americano do estado onde moro, o Arizona Cardinals, está com tudo e não está prosa.

Anda fazendo história. Surpreendeu e agora está no jogo dos jogos. O Super Bowl do domingo vai ser a primeira vez para o Cardinals, que é o time profissional mais antigo de toda a liga de futebol americano, fundado em 1898.

Ano passado, a revista Época publicou em uma de suas seções sobre internet, que um clip de uma jogada do Arizona Cardinals havia sido acessado 550 mil vezes. Imagino agora!

So far so good

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Alguns de nós acreditamos que fora do Brasil as coisas são melhores e funcionam perfeitamente. Nem sempre. Aliás, o mito já está sendo desconstruído faz tempo.

Pra quem levou dois dias para conseguir embarcar de Washington para São Paulo pela United Airlines, a brasileira Tam é um sonho. Atendimento de primeira e nada burocrática.

Chegando na capital federal, logo de cara pude testar a prestação de um serviço médico. Excelente. O de telefonia celular, igualmente sensacional.

Para todos os lados, até agora, só encontro rostos simpáticos e pessoas prestativas. So far so good. É bom estar de volta ao Brasil.

Enquete

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| In :

Barack Obama acaba de tomar posse. O novo líder dos Estados Unidos tem muito pela frente. Qual deve ser a prioridade dele para os 100 primeiros dias de governo? A pergunta foi postada aí do lado na nova enquete do blog. Participe.

Aretha Franklin singing at Obama's inauguration

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Boas vindas

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Estou de volta à Brasília depois de praticamente um ano fora, alguns dias de viagem e muita paciência com a empresa aérea, que para compensar o pequeno atraso de 24 horas, ofereceu 50 dólares.

Daqui, assisti hoje a posse do Presidente Barack Obama e fiquei pensando sobre o futuro do país que agora chamo de casa.

Na dúvida e com certeza, me animo com o novo, o diferente. As possibilidades são infinitas. Inclusive de que dê certo. Ah, conto com isso! Tantos outros também.

O discurso da posse

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Em apenas quatro dias vamos assistir Barack Obama se tornar o primeiro negro presidente dos Estados Unidos.

É no discurso da posse, na frente de quase cinco milhões de pessoas que devem estar aqui em Washington, na próxima terça-feira, dia 20, que Obama vai dizer ao povo dele e ao mundo, como vai comandar a ainda grande potência americana.

Em meio a uma crise econômica gigantesca, pressão não lhe falta. Comparado ao ativista Martin Luther King Jr e ao ex-presidente John Kennedy, Barack Obama tem como missão ser o salvador da pátria. É assim que milhares de norte-americanos aqui nos Estados Unidos o vêem.

Como um mágico, que com sua varinha de condão vai tirar o país da estagnação, acabar com a interminável guerra no Iraque, melhorar o sistema de saúde e educação da nação e espalhar o pozinho da união entre os povos.

É no discurso de posse que Barack Obama vai se apresentar e lá saberemos se o negro filho de mãe branca e pai queniano, dará conta do peso que carregará nas costas.

Caos aéreo

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Estou no aeroporto Dulles International, em Washington, há quase 10 horas. Vim de Phoenix para a conexão que me levaria a São Paulo. O vôo da United Airlines 861 está atrasado. Os funcionários da empresa dizem que houve problema com a porta principal da aeronave. Estão consertando.

O horário de embarque era às 21:52. Em Washington são 01:00 da manhã.

Um funcionário acaba de anunciar no microfone que existem outros problemas na aeronave, mas que estão consertando.

Por hora, continuamos aqui, esperando. Somos aproximadamente 200 pessoas. Brasileiros. Sentados, deitados, esperando.

Há horas não há sequer uma espelunca aberta que venda cerveja quente ou biscoito duro. Estamos aqui, esperando, sem água, sem comida.


Atualização: finalmente às 2 da manhã resolveram nos mandar para um hotel. Pagaram o táxi e nos deram um único voucher de 15 dólares para uma única refeição até amanhã às 19h, quando deveremos embarcar para São Paulo. A temperatura local é de oito graus negativos!

Férias merecidas

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No final sempre dá certo. Embarco daqui a pouco rumo ao Brasil. Paradinha estratégica de seis horas no aeroporto de Washington. Talvez eu aproveite para dar um pulinho na cidade para sentir o clima, ou melhor, o frio e ver como está a organização para a posse de Barack Obama na terça.

Mas, antes, no domingo, estarei atenta ao jogo de futebol americano histórico que acontece aqui em Phoenix. O time da casa, o Arizona Cardinals pode ir para a final, o Super Bowl, como é chamado, se vencer o jogo contra Philadelphia Eagles. É a primeira vez na vida que o Cardinals tem essa chance. Vamos torcer!

Passarei, a partir de amanhã, a reportar esporadicamente e do Brasil. Até breve!

Phoenix Suns

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O brasileiro Leandro Barbosa arrasa no time de basquete da casa. Aliás, muito bem cotado e elogiado pelos comentaristas, não entendo por que os jornalistas esportivos brasileiros dão tão pouca atenção a Leandro. No jogo de ontem Leandrinho fez 22 pontos, apenas quatro a menos que o famoso Shaquille O'Neal.