Hoje o jornal New York Times trás uma reportagem sobre o Brasil. O caso da menina de nove anos, o abuso sexual e o aborto. Uma sociedade que não quer enxergar, uma cultura ainda machista. A reportagem fala do Brasil.
Aliás, a semana aqui nos Estados Unidos foi do Brasil. Pelo menos pra mim.
A HBO exibiu o documentário "Eles mataram a irmã Dorothy". Eu ainda não havia assistido e fiquei muito perturbada com o comportamento dos advogados de defesa. Quanto cinismo. O filme mostra o mesmo Brasil que a matéria de hoje do NYT.
Um povo esquecido, negligenciado pelo Estado. Um governo inoperante, uma polícia corrupta, a podre política e uma justiça que não funciona. Esse ainda é o retrato do Brasil do lado de cá.
Além disso, os comprimidos de açaí não emagrecem coisa nenhuma. Lembra que publiquei aqui um post sobre isso? Amplamente divulgada, a pílula da "brazilian berry" deveria ajudar a perder peso. Na TV, o noticiário da noite trouxe uma reportagem negando os efeitos. Sério?
Quem é responsável por isso? O fato é que o Brasil é que fica com a ficha suja. É a "brazilian berry" que não funciona. A imagem do país mais uma vez arranhada. Com tanta publicidade negativa o Brasil nem precisa de inimigos.
Para completar, o presidente Lula diz que a crise econômica é culpa de brancos de olhos azuis. A declaração virou pauta de discussão entre comentaristas políticos nos telejornais e em programas de entrevistas. Se o objetivo era chamar a atenção. Conseguiu. O debate é válido. Mas a frase foi, no mínimo, infeliz.
Como já estou aqui há um ano e até agora usava um celular pré-pago, resolvi que estava na hora de ter um aparelho mais legal, assinar contrato com prestadora e aquela complicação toda.
Um parto. Decidi pesquisar. Primeiro descobri que somente duas operadoras americanas tem a tecnologia GSM, que era a que eu usava no Brasil. Por aqui a maioria usa CDMA. Fiquei perdida e continuo lendo sobre o assunto.
A banda 3G também é outra confusão. Nem todas as operadoras oferecem a tecnologia ou o aparelho está apto para tal.
Estou numa enrascada. As operadoras que tem GSM, minha preferência, não tem o aparelho que eu gostaria e na tecnologia 3G. Se eu compro o aparelho desbloqueado, podendo usar em qualquer operadora, pago o triplo do preço e ainda não tenho a garantia de habilitá-lo usando as tecnologias que eu gostaria.
Sem contar que, seja qual for o plano mensal que eu escolher, os custos são tantos e tão altos, que preciso mesmo pesquisar mais. Começo a sentir saudades das operadoras do Brasil.
O governo Obama divulga que vai dobrar o número de agentes federais na fronteira com o México no plano de combate ao narcotráfico. Ao mesmo tempo, o prefeito de Phoenix, Phil Gordon, chega a Washington para pedir a liberação de mais verbas para enfrentar a onda de violência.
A cidade é tida como a capital do sequestro, foram reportados 368 ano passado, segundo dados do departamento de polícia. Praticamente todos relacionados a guerra entre os cartéis mexicanos de tráfico de drogas ou de seres humanos. As reportagens são aterrorizantes e não saem do noticiário diário.
De acordo com uma matéria deste final de semana, no ano passado foram apreendidos quase US$ 240 milhões em drogas e aproximadamente sete mil pessoas presas tentaram entrar ilegalmente nos Estados Unidos. O que, em muitos casos, leva ao sequestro por resgate em dinheiro.
O caos é gigantesco. A secretária de Estado, Hillary Clinton vai amanhã para o México. Em seguida esta marcada a ida do presidente Barack Obama.
O presidente Barack Obama estará aqui no Arizona, mais precisamente em Tempe, onde moro, no próximo dia 13 de maio. Fará um discurso na formatura da ASU (Arizona State University).
A namorada do filho da irmã do meu marido é uma das formandas. Quase pensei em implorar de joelhos no milho pra ser convidada. Quase. Decidi que era demais.
O Obama vai ter de esperar outra oportunidade pra me ter na sua platéia.
A indústria farmacêutica nada de braçada do lado de cá. Talvez em todo o mundo. É impressionante a quantidade de propagandas de remédios. Tem pra todos os gostos e a promessa é sempre a mesma: fazer a nossa vida melhor.
Os pra dormir são campeões de venda. Ainda mais em tempos de crise, dizem os especialistas. Tem também os para acabar com dor de cabeça. Aliás, os para dores em geral fazem muito sucesso.
Aqui no Arizona são os anti-alérgicos o sucesso desse começo de primavera. Os apresentadores do tempo nas emissoras de televisão parecem verdadeiros médicos e recomendam o uso de medicamento em todos os jornais.
A idéia é não sentir dor, dormir, não espirrar e, ... basicamente viver anestesiado. É, pode ser uma saída, vai entender. E é fácil assim.
A participação do presidente Barack Obama ontem no Tonight Show, considerada histórica, foi muito boring. Cochilei em alguns momentos e me dei conta do quão desinteressante estava sendo a entrevista.
O fato de um presidente aparecer num programa de televisão como esse é inédito. Isso é interessante. Seria curioso assistir o presidente Lula no Programa do Jô.
NoYoutube é possível encontrar toda a entrevista dividida em partes. Publico aqui a primeira.
É o que mais tem por aqui atualmente. Eu não podia ficar de fora da onda. Principalmente porque estou caminhando para voltar ao mercado de trabalho.
Esses encontros são ótimos. Quer dizer... Sobrevive-se a uma espécie de orkut, facebook e myspace ao vivo e em cores.
Mas a minha primeira experiência foi boa. Conheci uma mineira que já prometeu fazer pão de queijo e um americano que sonha ir morar no Brasil.
A troca de cartões foi intensa. No salão de um bom hotel, todos reunidos, bem vestidos, em busca de trabalho ou de fazer negócios na popular network meeting.
Parece que Leandro Barbosa, jogador do Phoenix Suns, pode ter rompido um ligamento no joelho em decorrência da queda de ontem no jogo contra o time da Filadélfia, o Philadelphia 76ers. É o que divulgam os jornais aqui de Phoenix nesta quinta-feira.
Barbosa ou The Brazilian Blur, como é mais conhecido por aqui, tem uma legião de fãs. Os comentaristas esportivos e os comentários de leitores dos blogs esportivos são só elogios ao brasileiro. Muitos apostam em um breve novo contrato milionário para o jogador.
Mas o que aparentemente chama cada vez mais a atenção do público americano é a simplicidade de Leandro. Diferente de muitos jogadores da NBA, Leandro Barbosa tem se mantido longe dos holofotes recheados de farra e boa vida.
Talvez o presidente Barack Obama tenha se arriscado ao sair na frente e gritar aos quatro cantos a sua indignação, com os pagamentos dos bônus milionários da AIG. Talvez não.
O caso está explodindo. A população americana, revoltada, não parece disposta a deixar a história esfriar. Muito menos a imprensa. Agora a pouco a advocacia geral divulgou nomes de 73 executivos que supostamente já teriam recebido mais de US$ 1 milhão, cada, em suas contas bancárias no final de semana.
O executivo da seguradora AIG, Edward Liddy, está em Washington e acaba de ter uma reunião fechada com alguns membros da sub-comissão de economia da Câmara. Depõe agora publicamente para defender o pagamento dos bônus.
Enquanto isso, Obama acaba de deixar a Casa Branca rumo à Califórnia, onde participa de reuniões municipais e grava participação no programa Tonight Show da rede NBC, que deve ir ao ar nesta quinta-feira. Bom mesmo Obama estar longe de Washington hoje, não?
O presidente americano está correndo contra o relógio. Ele tenta por tudo que o Congresso aprove o orçamento. O seu discurso pode se perder em meio ao escândalo, ele pode não ser ouvido ou perder a credibilidade. Até agora os estrategistas da equipe de Barack Obama tem se mostrado eficazes. Mas algumas pesquisas começam a ser divulgadas apontando queda na aprovação do governo do democrata.
É, o cidadão mais ilustre da América parece estar andando em corda bamba.
Não é falta de paciência e muito menos implicância pura e gratuita. É sim decepção. Por que, afinal de contas, eu realmente não esperava assistir tanta porcaria junta de uma só vez.
Por vezes, desde que mudei para os Estados Unidos, há um ano, me pego ligada na CNN por horas a fio. Tudo bem, intercalo com a MSNBC, que agora sei o quanto é infinitamente melhor.
Resolvi escrever por que simplesmente é impossível deixar passar batido alguns dos terríveis programas apresentados pela emissora. Alarmistas, terroristas, dramáticos e quantos outros adjetivos puderem usar, são todos apropriados neste caso.
O de ontem me deixou muito brava. O apresentador Anderson Cooper, uma estrela televisiva do universo CNN, estava transmitindo das ruas de Los Angeles. Uma das paradas dele na série de reportagens tratando da recessão e como superar os tempos difíceis.
O tipo de programa melodramático e alarmista que eu não aguento mais ver exibido na CNN. Aliás, não aguento mais ver ponto. O país está mal das pernas, eu sei, você sabe, o mundo sabe. Mas será mesmo que esse lixo disfarçado de jornalismo é bom pra alguém?
Um dos personagens apresentado pelo programa de ontem está desempregado há alguns meses. Tem um apartamento em Manhattan, uma casa nos subúrbios de Nova Iorque e outra de campo em Virgínia. Está tão abatido e preocupado com a economia, que não consegue dormir e, por isso, por isso mesmo, passou a tomar medicamento para passar a noite toda nos braços de Morfeu. Oras! Inacreditável.
O presidente Barack Obama, em uma tentativa de monstrar seriedade e pulso forte com relação a situação econômica do país, busca impedir que a seguradora American International Group (AIG) pague bônus milionários aos seus executivos.
Obama ordenou ao secretário do Tesouro americano, Timothy F. Geithner, que encontre todas as alternativas legais possíveis para evitar tais pagamentos.
O presidente Barack Obama parece estar fazendo tudo o que é possível para promover o seu plano de estímulo econômico. Aproveitando uma viagem de dois dias a Califórnia, deverá ir ao programa Tonight Show, da rede NBC, nesta quinta-feira para discutir a economia americana.
O pacote de US$ 787 bilhões, aprovado e promulgado, tem sido duramente criticado e pouca gente sabe de fato como e onde irá parar. Falar para o público do apresentador Jay Leno faz parte da estratégia da equipe de Obama para simplificar e popularizar o assunto.
Aí veem os aumentos. A partir de amanhã os parquímetros aqui de Phoenix, aqueles medidores de pagamento para estacionar, que custavam U$ 0,60 centavos de dólar por hora estacionada, nos custarão agora U$ 1,50 por hora.
Além disso, sábado que era de graça, não será mais. Domingo vai ser o único santo dia.
O metrô também deve subir. Segundo o departamento de transporte público, o sistema integrado da cidade precisa que os custos operacionais sejam cobertos, em pelo menos 25%, pelas vendas de passagens, que caíram significativamente com a recessão.
A proposta é de U$ 3,50 por um passe diário. Por esse valor é possível pegar o metrô e o ônibus quantas vezes forem necessárias durante o dia.

Uma das revistinhas mais caras do mundo. A edição da Action Comics de junho de 1938 foi a primeira do personagem Super-Homem.
Foi vendida hoje em um leilão via internet por U$ 317.200,00 para o baterista da banda de rock System of a Down, John Dolmayan, que também é colecionador de revistas em quadrinhos raras.
O dono anterior havia comprado a revista de segunda mão por 35 centavos de dólar nos anos 50, quando ele tinha apenas nove anos de idade.

Nota publicada hoje no site da Casa Branca sobre o encontro dos dois Presidentes.
O site da MSNBC , canal 24 horas de notícias da rede NBC, publicou reportagem sobre a reunião.
Assunto polêmico tanto aí no Brasil quanto aqui nos Estados Unidos, o aborto, que apesar de ser permitido legalmente do lado de cá, passa a ter uma nova lei no Arizona.
Os legisladores do estado, que parecem caminhar em direção a proibição, aprovaram ontem uma série de restrições à prática.
Com maioria republicana, o legislativo não teve dificuldades em aprovar a lei que, entre outras medidas, prevê um período obrigatório de espera de 24 horas antes de o aborto ser realizado. Garante ainda ao farmacista, o direito de se recusar a vender contraceptivos de emergência se o ato ferir seus valores morais.
De acordo com os registros do Departamento de Saúde do Arizona, 10.486 mulheres fizeram aborto em 2007.
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