Assunto polêmico tanto aí no Brasil quanto aqui nos Estados Unidos, o aborto, que apesar de ser permitido legalmente do lado de cá, passa a ter uma nova lei no Arizona.
Os legisladores do estado, que parecem caminhar em direção a proibição, aprovaram ontem uma série de restrições à prática.
Com maioria republicana, o legislativo não teve dificuldades em aprovar a lei que, entre outras medidas, prevê um período obrigatório de espera de 24 horas antes de o aborto ser realizado. Garante ainda ao farmacista, o direito de se recusar a vender contraceptivos de emergência se o ato ferir seus valores morais.
De acordo com os registros do Departamento de Saúde do Arizona, 10.486 mulheres fizeram aborto em 2007.
O presidente americano Barack Obama deu um pontapé importante hoje rumo à reforma do sistema de saúde. Reuniu na Casa Branca, médicos, enfermeiras, representantes de seguradoras de saúde, associações e políticos da área da saúde para discutir os moldes da reforma.
Diferente de encontros do governo anterior, o de hoje foi aberto à imprensa e Barack disse que até o final deste ano a reforma tem de estar estruturada.
Mesmo em meio a enorme crise econômica, Obama disse que não poderia haver melhor momento para tratar da reforma. Comentou que sempre há desculpas para não se fazer reformas, mas não dessa vez.
Lembrei das reformas política e tributária no Brasil. Entra ano e sai ano e elas continuam só no gogó.
Se levarmos em conta que os índices de mortalidade infantil são considerados os mais importantes para medir a saúde de uma nação e significativos indicadores para apontar os avanços sociais de um país, pode-se dizer que os Estados Unidos estão na contramão do mundo.
Ao contrário do Brasil, onde a taxa foi reduzida praticamente pela metade na última década, a daqui é a mesma há seis anos. Um relatório divulgado semana passada pelo governo americano mostra índices de mortalidade infantil 50% mais altos do que os da meta nacional e coloca o país em vigésimo nono lugar no quesito. Vinte e oito países mundo afora têm taxas de mortalidade infantil menor e estão em melhor situação do que a do lado de cá.
Como no Brasil, a taxa de mortalidade mais alta está entre os mais pobres. Ao contrário do Brasil, aqui não existe assistência médica pública e gratuita. Mais de 40 milhões de americanos não têm plano de saúde. Mesmo os que têm, pagam uma fortuna por ele.
No meu caso, por exemplo, tenho seguro por intermédio do meu marido, do trabalho dele, mesmo assim, pagamos mensalmente a bagatela de US$ 432.00. Além disso, cada vez que vou a uma consulta médica pago mais 30 dólares.
Aí no Brasil, meu plano de saúde custava R$ 286,00 por mês e eu não pagava mais nada para ir a ao médico, que, aliás, eu podia escolher a especialidade da minha necessidade. Aqui, vou primeiro ao meu médico, um clínico geral, e, ele, se decidir que é o melhor a fazer, indica um especialista. Ou seja, eu não posso por conta própria decidir se devo ou não ter uma consulta com um reumatologista, dermatologista, gastro e assim por diante.
Eu sei que o Brasil ainda tem um longo caminho, mas talvez esteja mostrando que está no caminho certo. Aqui, o capitalismo americano só tem demonstrado que está decadente.
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