A indústria farmacêutica nada de braçada do lado de cá. Talvez em todo o mundo. É impressionante a quantidade de propagandas de remédios. Tem pra todos os gostos e a promessa é sempre a mesma: fazer a nossa vida melhor.
Os pra dormir são campeões de venda. Ainda mais em tempos de crise, dizem os especialistas. Tem também os para acabar com dor de cabeça. Aliás, os para dores em geral fazem muito sucesso.
Aqui no Arizona são os anti-alérgicos o sucesso desse começo de primavera. Os apresentadores do tempo nas emissoras de televisão parecem verdadeiros médicos e recomendam o uso de medicamento em todos os jornais.
A idéia é não sentir dor, dormir, não espirrar e, ... basicamente viver anestesiado. É, pode ser uma saída, vai entender. E é fácil assim.
Repararam o sorriso do novo Presidente dos Estados Unidos? E o sorriso das pessoas que se reuniram no Grant Park, em Chicago?
O discurso do primeiro Presidente negro dos Estados Unidos da América foi emocionante e, apesar de ter levado muitos às lágrimas, as pessoas sorriam.
Obama sorria tranquilamente, inspirou milhares, de novo, como fez durante toda a sua campanha. E o sorriso da primeira-dama, Michele Obama? Viram quando ela cochichou "eu amo você"? Ela sorria.
Sentimentalista, romântica, seja lá como for, eu acredito. O mundo é feito de pessoas, de gente como eu e você, de carne e osso. Pode-se discutir economia, política externa, saúde, educação e segurança e trata-se na verdade de debater sobre o que toca cada um de nós, emocionalmente. Sim, porque é aí que o "bicho pega".
Seja quando não se pode pagar a prestação da casa, um tênis novo ou um litro de leite. Na fila do hospital ou quando não conseguimos o melhor tratamento médico e o dinheiro para comprar uma tonelada de remédios.
O fato é que o importante são as pessoas. E ainda bem. Porque hoje pudemos assistir milhares com um largo sorriso estampado no rosto.
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