Só agora, depois de um ano morando em Tempe, na grande Phoenix, começo a de fato andar pela cidade. De bicicleta, de metrô e a pé. Mas confesso que tenho preferência pela bike e pelo light rail.
Nas pedaladas, descubro as folhas no chão e a grama molhada que, num descuido de quem é inexperiente, me joga na calçada. A bicicleta, se o destino parecer estar no fim do mundo, pode ser levada dentro do metrô ou nos racks, na frente dos ônibus. Se o clima por aqui fosse sempre assim, fresquinho, adotaria as duas rodas como meu mais novo meio de transporte. Sem dúvida.
Agora, o light rail ou metrô tem sido mesmo uma experiência e tanto. Parece uma festa. As pessoas conversam. Isso mesmo. Todo mundo fala com todo mundo, puxa conversa e aja papo! O que tem de gente entusiasmada! É sensacional.
De casa para a biblioteca ou para a aula de yôga, nada de carro. Para o centro vou de metrô. E o bom mesmo é um passeio pelo centro histórico de Tempe! De todas as descobertas, o mais incrível foi descobrir que eu posso. Sim, eu posso simplestemente andar por aí e descobrir beleza onde eu achava que não havia nenhuma.
Aí veem os aumentos. A partir de amanhã os parquímetros aqui de Phoenix, aqueles medidores de pagamento para estacionar, que custavam U$ 0,60 centavos de dólar por hora estacionada, nos custarão agora U$ 1,50 por hora.
Além disso, sábado que era de graça, não será mais. Domingo vai ser o único santo dia.
O metrô também deve subir. Segundo o departamento de transporte público, o sistema integrado da cidade precisa que os custos operacionais sejam cobertos, em pelo menos 25%, pelas vendas de passagens, que caíram significativamente com a recessão.
A proposta é de U$ 3,50 por um passe diário. Por esse valor é possível pegar o metrô e o ônibus quantas vezes forem necessárias durante o dia.
Até agora Phoenix era conhecida como uma das maiores cidades dos Estados Unidos sem metrô. Depois de mais de uma década de planejamento e acordos políticos, quatro de construção e a cifra de 1.4 bilhões de dólares, começou finalmente a funcionar este final de semana o metrô de superfície do Valley (como é conhecida a região).
São 32 quilômetros, 28 estações e de uma ponta a outra o trajeto leva mais ou menos 1 hora. O sistema é integrado e paradas de ônibus nas estações do metrô conectam o cidadão a outras partes da cidade.
Durante a semana começa a funcionar às 4:40 da manhã e vai parar no destino final a meia-noite em ponto. O mesmo vale para os fins de semana, apenas começando mais tarde, às 5 da matina. Cada trecho custa $1.25 ou é possível pagar $2.50 para um passe que vale o dia todo.
Vou lá conferir.
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