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Esporte e política

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O primeiro prefeito negro da cidade de Sacramento, na Califórnia é também o primeiro ex-jogador da NBA a se eleger para o cargo. Kevin Johnson nasceu e viveu em Sacramento, jogou basquete pelo Cleveland Cavaliers e no Phoenix Suns.

Ex-jogadores do time do Arizona envolvidos com política parece uma tendência. Recentemente, Charles Barkley anunciou que pretende concorrer ao cargo de governador do Alabama em 2014.

No Brasil, o ex-jogador Oscar Schmidt não teve o mesmo sucesso na sua aventura com a política.

Eleição raivosa

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Última semana a eleição. Iniciativas de todos os lados, as propagandas políticas tomam conta da televisão, também todos os jornais políticos. Tudo acontece ao mesmo tempo e percebo o frenesi invadindo a vida das pessoas, inclusive a minha. Se por um lado o mais importante é eleger o próximo presidente dos Estados Unidos, por outro lado vota-se também no dia 4 de novembro, uma série de leis que muda a vida de muita gente, em cada um dos estados americanos.

Leis como a que será votada aqui no Arizona e tem como objetivo banir o casamento entre pessoas do mesmo sexo neste estado. Lei igual será votada na Califórnia, apesar do judiciário daquele estado permitir tal união. Volto a tocar nesse assunto porque é impressionante o volume de recursos gastos na campanha para convencer a população.

Milhares de dólares estão sendo gastos em propagandas na televisão, anúncios nos jornais, panfletos e todos os recursos possíveis em uma campanha, igual a campanha presidencial. Ser a favor ou não de casamento gay virou praticamente uma guerra. Suja, que provoca terror e mente descaradamente para obter o resultado final. Uma vergonha.

Me enjoa ouvir pessoas dizerem que uma criança só é feliz e bem criada se for por uma família com um marido e uma mulher. Poupem-me! Os índices de divórcio são altíssimos, abusos sexuais, emocionais, físicos e pais que negligenciam filhos não faltam.

Basta de tanta hipocrisia, de tanto pavor, essa guerra é absurda e retrograda. Tenho vergonha pelos núcleos religiosos que sustentam esse tipo de campanha, inclusive parte de um grupo católico aqui dos Estados Unidos. No Brasil não é diferente. Sinto-me envergonhada de ver pessoas atirando a primeira pedra e julgando o próximo na sua capacidade de amar, de dar amor. Rogo pela caridade, pela lealdade aos direitos, pela generosidade, pelo amor ao próximo, hoje mais do que nunca porque parte da América que estou conhecendo tem muito ódio e contamina!

Third and final round

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O terceiro e último debate entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos, na Universidade de Hofstra, que fica em Hempstead, Nova Iorque, começará daqui a pouco, às 6h, horário do Arizona. Os analistas dizem que é o tudo ou nada para o senador republicano John McCain. Em todas as pesquisas divulgadas durante a semana ele perdia para o senador democrata, Barack Obama.

Lembro que no primeiro debate John McCain se saiu melhor que Barack Obama, mas de lá pra cá ele só meteu os pés pelas mãos e, em muitas vezes, disse nada com nada. O republicano perdeu muito com a crise financeira e as propagandas políticas raivosas contra Obama. Sem falar, é claro, na piada nacional que virou a sua candidata à vice-presidência, Sarah Palin.

McCain tem de trabalhar dobrado, segundo as pesquisas e os especialistas em política americana, para ganhar de Obama. Mas sem ser pessimista ou querendo ser otimista, fico achando complicado adotar a postura de "já ganhamos".

Já ouvi muita gente dizer que não votaria em Barack Obama simplesmente pelo fato dele ser negro. Já ouvi muita gente bater no peito e dizer que esse país é o melhor do mundo, que esse povo é o melhor do mundo, que são superiores e assim por diante. É imprevisível o que o povo americano é capaz, pelo menos pra mim.