O terceiro e último debate entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos, na Universidade de Hofstra, que fica em Hempstead, Nova Iorque, começará daqui a pouco, às 6h, horário do Arizona. Os analistas dizem que é o tudo ou nada para o senador republicano John McCain. Em todas as pesquisas divulgadas durante a semana ele perdia para o senador democrata, Barack Obama.
Lembro que no primeiro debate John McCain se saiu melhor que Barack Obama, mas de lá pra cá ele só meteu os pés pelas mãos e, em muitas vezes, disse nada com nada. O republicano perdeu muito com a crise financeira e as propagandas políticas raivosas contra Obama. Sem falar, é claro, na piada nacional que virou a sua candidata à vice-presidência, Sarah Palin.
McCain tem de trabalhar dobrado, segundo as pesquisas e os especialistas em política americana, para ganhar de Obama. Mas sem ser pessimista ou querendo ser otimista, fico achando complicado adotar a postura de "já ganhamos".
Já ouvi muita gente dizer que não votaria em Barack Obama simplesmente pelo fato dele ser negro. Já ouvi muita gente bater no peito e dizer que esse país é o melhor do mundo, que esse povo é o melhor do mundo, que são superiores e assim por diante. É imprevisível o que o povo americano é capaz, pelo menos pra mim.
A indústria cinematográfica sempre me impressionou muito. A rapidez com que produz é fantástica. Do lado de cá tem lançamentos a cada semana e não consigo acompanhar tudo. Tento ir ao cinema pelo menos uma vez por semana, às vezes duas ou três, confesso. Alguns são pura bobagem e outros não me saem da cabeça. Fiquei grudada na telona assistindo o mais novo filme do diretor Spike Lee e acho que ninguém deve perder quando for lançado aí no Brasil.
Inspirado no massacre de Sant'Anna di Stazzema, em agosto de 1944 pelos alemães, durante a Segunda Guerra Mundial, o filme escrito por James McBride conta a história de quatro soldados negros da 92a. divisão de infantaria americana, que ficam presos numa pequena vila na Toscania depois de um deles ajudar um menino italiano.
A 92a. divisão era composta totalmente por negros em uma época em que o racismo era extremo nos Estados Unidos e negros eram considerados inferiores.
Miracle at St. Anna gerou alguma controvérsia. Trata de racismo, história, violência, vida real, fantasia e ódio. Brasileira branca que sou, filha de um negro, bisneta de escravos e assistindo de camarote a possibilidade de ver um negro presidente dos Estados Unidos, racismo é um assunto que mexe muito comigo. Talvez por isso a minha indicação apaixonada.
No elenco Derek Luke, Michael Ealy, Las Alonso e Omar Benson Miller. Não percam!!
2