Inventando uma nova palavra, a idéia é tentar descrever uma nova teoria, na verdade. A correlação primária e existencial da arrogância e da ignorância.
É quando nada mais faz sentido, porque você sabe mais do que todo mundo mais ou porque simplesmente não tem a capacidade para entender nada sobre o que eles falam.
Chegando a esse ponto você desiste de assistir o noticiário. Retratos grotescos de discriminação, ódio e banalização. Ora dos chineses com os mexicanos, ora dos americanos com os chineses. É um leva e trás sem fim e a sensação é de estar sendo levado ao buraco negro da humanidade.
É o caos. Se bem que essa é outra teoria. A da vez, pra mim, a do cúmulo da arrorância, esta é inexplicável, insustentável e praticamente insuportável.
Última semana a eleição. Iniciativas de todos os lados, as propagandas políticas tomam conta da televisão, também todos os jornais políticos. Tudo acontece ao mesmo tempo e percebo o frenesi invadindo a vida das pessoas, inclusive a minha. Se por um lado o mais importante é eleger o próximo presidente dos Estados Unidos, por outro lado vota-se também no dia 4 de novembro, uma série de leis que muda a vida de muita gente, em cada um dos estados americanos.
Leis como a que será votada aqui no Arizona e tem como objetivo banir o casamento entre pessoas do mesmo sexo neste estado. Lei igual será votada na Califórnia, apesar do judiciário daquele estado permitir tal união. Volto a tocar nesse assunto porque é impressionante o volume de recursos gastos na campanha para convencer a população.
Milhares de dólares estão sendo gastos em propagandas na televisão, anúncios nos jornais, panfletos e todos os recursos possíveis em uma campanha, igual a campanha presidencial. Ser a favor ou não de casamento gay virou praticamente uma guerra. Suja, que provoca terror e mente descaradamente para obter o resultado final. Uma vergonha.
Me enjoa ouvir pessoas dizerem que uma criança só é feliz e bem criada se for por uma família com um marido e uma mulher. Poupem-me! Os índices de divórcio são altíssimos, abusos sexuais, emocionais, físicos e pais que negligenciam filhos não faltam.
Basta de tanta hipocrisia, de tanto pavor, essa guerra é absurda e retrograda. Tenho vergonha pelos núcleos religiosos que sustentam esse tipo de campanha, inclusive parte de um grupo católico aqui dos Estados Unidos. No Brasil não é diferente. Sinto-me envergonhada de ver pessoas atirando a primeira pedra e julgando o próximo na sua capacidade de amar, de dar amor. Rogo pela caridade, pela lealdade aos direitos, pela generosidade, pelo amor ao próximo, hoje mais do que nunca porque parte da América que estou conhecendo tem muito ódio e contamina!
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