Está insustentável a situação do governador de Illinois. A pressão para que ele renuncie ou pelo menos se afaste durante as investigações, não pára. Obama já pediu a sua renúncia, um movimento para o seu impeachment está sendo formado e, agora, a advogada-geral do estado, Lisa Madigan, deu entrada em uma moção que pede à Justiça que tire de Rod Blagojevich os seus poderes de governador.
É a primeira vez que uma ação como essa é desencadeada no estado. No pedido, a advogada-geral afirma que a natureza perversa e seriedade das acusações contra o governador, impedem que ele tome decisões em nome do estado. Madigan justifica a ação declarando que o governador está incapacitado de diferenciar seus interesses financeiros pessoais dos das obrigações oficiais e, entre o que é legal e ilegal. O que o torna incapaz de continuar no exercício do seu mandato como governador de Illinois, segundo a moção.
O caso tem recebido cobertura exaustiva na imprensa americana. O escândalo choca até mesmo os mais mafiosos, de acordo com alguns jornais. O governador Rod Blagojevich está sendo acusado de colocar a venda o assento deixado por Barack Obama no Senado. Além de uma série de outras acusações, inclusive de ameaçar o jornal Chicago Tribune e pedir a demissão de alguns editores do veículo.
Aqui nos Estados Unidos percebo que fazem questão de manter a máxima de que "é inocente até que se prove culpado". Assim, mesmo que as evidências até agora apresentadas pelo FBI e as gravações de conversas do governador mostrem as suas ações criminosas, muito cuidado está sendo tomado para que não o declarem culpado antes do tempo.
Foi preso nesta terça-feira aqui nos Estados Unidos, o democrata Rod Blagojevich, 51 anos, Governador do estado de Illinois. Ele está sendo acusado de colocar à venda a sua nomeação para a vaga deixada pelo Presidente eleito, Barack Obama, no Senado. No estado, cabe ao governador nomear o novo senador quando este assume vaga no executivo no meio do seu mandato.
Blagojevich, que é de Chicago, estava sendo monitorado pelo FBI desde o mês passado. A partir de escutas autorizadas pela justiça, foi possível ter acesso a conversas do governador discutindo pagamentos a ele e a sua esposa por intermédio de uma organização sem fins lucrativos. Além disso, segundo o FBI, o governador teria acertado um salário de US$ 150 mil ao ano para sua esposa como diretora em uma das comissões do estado.
Resta aguardar para saber como a prisão de Blagojevich poderá ou não espirrar em Barack Obama. Uma vez que o tesoureiro da campanha do governador, Tony Rezko, também arrecadou fundos para a campanha de Obama. Rezko já foi condenado por fraude e aguarda sentença.
Parece que a história se repete no estado de Illinois. O governador republicano, George Ryan, que antecedeu Blagojevich, também foi preso, condenado e cumpre pena por corrupção.
Não. Não é a toa que tantos querem ver o Presidente Bush fora da Casa Branca o quanto antes. E depois de oito desastrosos anos de governo, no apagar das luzes, sua administração ainda faz questão de deixar uma série de novas medidas, no mínimo, controversas.
Ai no Brasil semana passada li jornais tratando da maneira ultrajante que medidas estavam sendo aprovadas na Assembléia Legislativa da Paraíba, com a saída do governador Cássio Cunha Lima, numa demonstração de total irresponsabilidade fiscal.
Do lado de cá não é diferente. De saída, o Presidente Bush aprova medidas como a que permite empresas de carvão vegetal localizadas em montanhas, a despejar pedras e sujeiras de suas operações em rios da proximidade, contaminando o meio ambiente na região. Outra medida tornará possível construir plantas de energia nuclear em áreas próximas a parques nacionais e matas selvagens.
Além disso, está a caminho uma medida a ser adotada pelo Departamento de Trabalho do governo americano que poderá dificultar a fiscalização de empresas que expõe seus trabalhadores a substâncias tóxicas e perigosas, podendo resultar em ainda mais mortes no setor químico, por exemplo. Ao todo, devem ser aprovadas 20 novas normas.
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