Para quem está saindo de férias por quase dois meses e precisa de um emprego na volta, a notícia da taxa de desemprego aqui nos Estados Unidos é desesperadora.
Em dezembro mais 524 mil postos de trabalho foram perdidos e elevou a taxa para 7.2%, sendo o pior ano desde os anos 40.
De acordo com os economistas, a recessão americana começou em dezembro de 2007 e, de lá pra cá, 3.6 milhões de postos de trabalham foram perdidos e 1.9 milhões nos últimos quatro meses.
Conheci Nathalie ontem. Ela tem 18 anos, mas completará 19 no final do mês e isso pra ela faz diferença. Nathalie é uma graça de menina e me chamou a atenção principalmente por querer se alistar na Força Aérea americana.
O motivo, segundo ela, não tem nada a ver com patriotismo. "Meus pais não tem dinheiro para me mandar para a universidade, eu não tive boas notas e não consegui bolsas de estudo em nenhuma faculdade, não tenho profissão e é difícil arrumar emprego", diz a jovem. "Na Força Aérea eu terei uma boa formação, terei o meu trabalho e um bom salário", conclui.
Lendo o East Valley Tribune hoje cedo dei de cara com uma reportagem sobre o aumento do número de jovens que estão se alistando ou re-alistando nas Forças Armadas em função do declínio na economia americana. De acordo com a notícia, a maioria dos jovens busca se alistar no Exército e na Força Aérea, com um aumento, em média, de mais de 20%, especialmente de outubro pra cá, se comparado com o mesmo período em 2007.
Sem condições de pagar para estudar, porque do lado de cá pode não ter vestibular pra passar, mas estudar é caríssimo, a jovem Nathalie me parece um dos personagens da reportagem do jornal. Busca nas Forças Armadas uma oportunidade de trabalho, de estudo. Ter um emprego fixo com salário certo no final do mês é a garantia que em tempos de recessão não se encontra por aqui. É aí que se alistar faz todo sentido.
Não. Não é a toa que tantos querem ver o Presidente Bush fora da Casa Branca o quanto antes. E depois de oito desastrosos anos de governo, no apagar das luzes, sua administração ainda faz questão de deixar uma série de novas medidas, no mínimo, controversas.
Ai no Brasil semana passada li jornais tratando da maneira ultrajante que medidas estavam sendo aprovadas na Assembléia Legislativa da Paraíba, com a saída do governador Cássio Cunha Lima, numa demonstração de total irresponsabilidade fiscal.
Do lado de cá não é diferente. De saída, o Presidente Bush aprova medidas como a que permite empresas de carvão vegetal localizadas em montanhas, a despejar pedras e sujeiras de suas operações em rios da proximidade, contaminando o meio ambiente na região. Outra medida tornará possível construir plantas de energia nuclear em áreas próximas a parques nacionais e matas selvagens.
Além disso, está a caminho uma medida a ser adotada pelo Departamento de Trabalho do governo americano que poderá dificultar a fiscalização de empresas que expõe seus trabalhadores a substâncias tóxicas e perigosas, podendo resultar em ainda mais mortes no setor químico, por exemplo. Ao todo, devem ser aprovadas 20 novas normas.
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