A nomeação da primeira mulher hispânica para a Suprema Corte americana. Todos os canais, noticiários, twitts e afins só falam de Sonia Sotomayor aqui nos Estados Unidos.
A juíza nasceu nasceu e cresceu no Bronx, em Nova Iorque, quando sua família mudou-se de Porto Rico. Em seu discurso, Sonia lembrou que seu pai mal falava Inglês, que sua mãe tinha dois empregos para sustentar a família, após a morte do pai, e que nada mais é que uma mulher ordinária com oportunidades extraordinárias.
Sonia Sotomayor, considerada uma juíza de visões políticas moderadas, ainda tem de passar pela sabatina do Senado e pelas críticas dos conservadores.
Confesso que torcia pela nomeação da ex-governadora do Arizona, Janet Napolitano, atualmente Secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, que também faria história e seria a primeira mulher homossexual na Suprema Corte.
A Suprema Corte Americana passou mais de uma hora, antes de ontem, discutindo sobre o poder das autoridades escolares em revistar ou não alunos. Em revistar, entenda-se deixar o aluno somente de cuecas ou calcinha e sutiã, no caso das meninas.
O caso foi levado a Suprema Corte por uma ex-aluna aqui do Arizona, que havia sido colocada nessa situação aos 13 anos de idade, quando suspeitaram que ela estivesse escondendo comprimidos, o que é proibido nas escolas americanas.
A discussão toda me deixou muito impressionada e não consegui tirar este assunto da cabeça. Quer dizer que é preciso ter autorização judicial para revistar carros e casas de suspeitos em investigações policiais, mas funcionários escolares podem receber o aval da Suprema Corte para obrigar um aluno a tirar a roupa, se suspeitarem de alguma coisa errada?
Com tantos casos de jovens estudantes usando drogas, portando armas e atirando para todos os lados, para alguns se justifica a revista dos alunos. Pra mim, outros métodos de prevenção deveriam ser adotados, acho um absurdo que meninos e meninas tenham de passar por tamanho constrangimento.
Em três estados americanos já é legal casamento entre pessoas do mesmo sexo. Bem, que é legal, bacana mesmo, a gente sabe, mas agora foi legalizado. Brincadeira a parte, a decisão da Suprema Corte do estado de Connecticut mostra o quanto o judiciário americano entende a questão de maneira diferente da do legislativo. Bem, em alguns estados e em alguns casos. Neste caso.
Decisão igual já foi tomada em Massachusetts e Califórnia.
Às vésperas das eleições de novembro, Connecticut bem que poderia ajudar a influenciar o resultado sobre o tema em dois outros estados. Na Califórnia, a proposta do governador Arnold Schwarzenegger obriga a população a votar pela proibição ou não de casamentos entre pessoas do mesmo sexo, apesar da permissão da Suprema Corte do estado.
Proposta semelhante receberá votos aqui no Arizona, onde o judiciário não legalizou casamentos gays e o legislativo quer ter certeza que não será permitido de jeito nenhum, se aprovada a tal emenda na constituição que diz que casamento é única e exclusivamente a união entre um homem e uma mulher. Realmente! Acho que está passando da hora de acabar com essas diferenças.
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