Se eu tivesse me apaixonado pela mulher da minha vida e ela fosse americana, como é o meu marido, eu não poderia me casar com ela e nem usar desse recurso para obter o direito de imigrar legalmente para os Estados Unidos.
Como sou mulher e casei com um homem, tenho o direito, primeiro de casar e depois, de acordo com a lei de imigração, de viver legalmente neste país.
Mas apesar de uns acharem que ainda estamos a anos luz de conseguir direitos iguais para todos os cidadãos, sem discriminação de raça, credo ou sexualidade, hoje pelo menos, alguns avanços devem ser comemorados.
O governador John Lynch, de New Hampshire, assinou ontem a lei aprovada pelo legislativo estadual que torna o estado o sexto no país a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Além disso, está prevista uma audiência na Comissão de Justiça do Congresso americano sobre alternativas na lei de imigração para atender processos de casais do mesmo sexo. Bem, engatinhando se começa a caminhar.
A novidade é que o estado de Iowa legalizou ontem o casamento gay. A Suprema Corte estadual votou unanimemente em favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. O terceiro estado americano a legalizar a união, além de Massachusetts e Connecticut.
Eu continuo firmemente, totalmente apoiadora dos direitos iguais. Acho um absurdo que uma questão como esta seja tratada como assunto da Igreja. A exclusão de homossexuais da instituição civil do casamento é discriminação e ponto.
A Suprema Corte da Califórnia já havia tomado decisão igual a de Iowa. Mas nas últimas eleições a população do estado votou contra, em um plebiscito que revogou a permissão da Corte.
A união civil, que estados como, New Jersey, New Hampshire e Vermont autorizam, não concede os mesmos direitos de um casamento. Por isso a importância da garantia do casamento.
A decisão do casamento é pessoal. É um contrato entre duas partes. Não deve ser uma questão do Estado ou da Igreja. Saúde, educação, segurança, meio ambiente, esses sim são temas que devem ser discutidos.
Cansei de discriminação. O meu direito é o mesmo de todo e qualquer cidadão, sem distinção de cor, raça ou credo. Homossexual ou não, todos tem o direito de escolher casar ou não.
Perde-se aqui, se ganha ali. Pela primeira vez casais do mesmo sexo puderam casar-se hoje no estado americano de Connecticut. Uma mensagem importante logo após a Califórnia proibir o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Em muitos estados é garantido ao casal apenas o direito da união civil, que não é a mesma coisa que o casamento nem dá ao casal os mesmos direitos. Assim era em Connecticut, mas a Suprema Corte Estadual e um juiz de primeira instância emitiram parecer final nesta quarta-feira permitindo o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Em três estados americanos já é legal casamento entre pessoas do mesmo sexo. Bem, que é legal, bacana mesmo, a gente sabe, mas agora foi legalizado. Brincadeira a parte, a decisão da Suprema Corte do estado de Connecticut mostra o quanto o judiciário americano entende a questão de maneira diferente da do legislativo. Bem, em alguns estados e em alguns casos. Neste caso.
Decisão igual já foi tomada em Massachusetts e Califórnia.
Às vésperas das eleições de novembro, Connecticut bem que poderia ajudar a influenciar o resultado sobre o tema em dois outros estados. Na Califórnia, a proposta do governador Arnold Schwarzenegger obriga a população a votar pela proibição ou não de casamentos entre pessoas do mesmo sexo, apesar da permissão da Suprema Corte do estado.
Proposta semelhante receberá votos aqui no Arizona, onde o judiciário não legalizou casamentos gays e o legislativo quer ter certeza que não será permitido de jeito nenhum, se aprovada a tal emenda na constituição que diz que casamento é única e exclusivamente a união entre um homem e uma mulher. Realmente! Acho que está passando da hora de acabar com essas diferenças.
1