Quase dois anos depois e eu ainda não consigo apreciar a paixão nacional. Quer dizer, uma delas. O futebol americano, como conhecemos, é só no que esse povo fala.
E se vocês acham que é só a liga nacional, bem-vindos ao meu mundo. Tem muito mais! É futebol americano das universidades e das escolas também. É futebol americano de manhã, de tarde e de noite. Da escola, do estado e do país.
Fica fácil entender. Logo cedo, nas escolas, o esporte ganha um tom grandioso. Os campeonatos são televisionados, alguns em todo o país e é ali que a carreira milionária de um jogador profissional começa a se desenhar. Além da natural vontade de jogar, o atleta sente rapidamente o gosto da fama e do poder.
Outro dia meu marido comentava sobre a indústria do futebol americano das universidades, que concede a bolsa de estudos ao jogadores e faz fortunas a cada jogo sem dividir qualquer lucro com os atletas.
O que mais me chamou a atenção foi o intervalo no jogo para comercial de televisão. Isso mesmo. Existem intervalos durante os jogos destinados exclusivamente para as propagandas. Se você estiver no campo ouvirá o anúncio do intervalo e, em casa, entra no ar o comercial.
Pra mim, as calças justas são engraçadas, as pancadas são violentas e o jogo, muito demorado.
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Vida com marido americano tem dessas coisas.
Agora, ao invés de assistir 11 homens de cada time correndo atrás de uma bola, tenho de entender porque 35 fazem isso. Estou falando dos jogos de futebol americano. Os times têm até 54 jogadores cada e em um jogo é possível que 30 ou mais se revezem na partida.
Hoje é dia. O time da casa, o Arizona Cardinals está na final. Quer dizer, ainda não, mas quase lá e já é grande coisa. Torçamos, pois!
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