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Resultado de Enquete

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Na enquete postada anteriormente onde a pergunta era se a ministra Dilma Roussef poderia ser a próxima Presidente do Brasil, 57% dos votos foram negativos, acreditam que a ministra não será eleita em 2010. Apenas 14% pensam que sim, Dilma será a Presidente e 28% diz que o Brasil não está pronto para uma mulher no cargo mais alto do país.

Do lado de cá, a governadora do Alaska, Sarah Palin, está aparentemente em campanha. Talvez nunca tenha parado. Desta vez, acreditam alguns, para que venha a ser a candidata pelo Partido Republicano para a presidência americana daqui quatro anos.

Meninas superpoderosas

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Outro dia postei uma enquete que perguntava se o presidente eleito, Barack Obama, convidaria ou não a senadora democrata Hillay Clinton para o seu governo. Todos os que participaram, apostaram que a concorrente de Obama durante as primárias ficaria fora de Washington. Agora, especula-se oficialmente a possibilidade de ela ser nomeada Secretária de Estado.

Depois de Condoleezza Rice, Madeleine Albright, Margaret Tatcher e tantas mulheres ocupando papéis de destaque na política mundial, os seus perfis passam a ser alvo da minha observação. Acompanhei a trajetória de Hillary Clinton durante os anos de primeira-dama, senadora por Nova Iorque e mais recentemente na campanha para presidente dos Estados Unidos.

Numa mistura de orgulho por existirem mulheres em postos historicamente dedicados a homens, me sinto compelida a refletir sobre o tema. Mas, neste caso, especificamente sobre o comportamento dessas mulheres, as capas de que se revestem para lutar corpo-a-corpo com concorrentes do sexo masculino.

Os modelos não variam tanto. Mas me chamam a atenção os estereótipos opostos de Sarah Palin e Hillary Clinton nesta campanha americana. Existe um perfil da mulher superpoderosa? Na conquista por novos espaços perdemos a feminilidade? Temos mesmo de colocar a armadura e nos mostrar tão agressivas a ponto de não conseguir nos diferenciar mais? Por outro lado, o que vimos do desempenho da governadora do Alaska também não representa a capacidade intelectual ou profissional da mulher mundo afora.

Indira Gandhi, a primeira-ministra indiana foi um referencial feminino no poder. Pelo menos pra mim. É esse caminho que as mulheres devem percorrer, acredito. Somos mulheres, somos diferentes dos homens em vários aspectos e devemos deixar claras as diferenças. Porque tendo os mesmos direitos, sendo igualmente cidadãos, podemos e devemos ser nós mesmas.